Archive for outubro \31\UTC 2007

Sorriso ou solstício de verão?

31/10/2007

Eu tenho uma nova amiga. A conheci hoje, pela manhã. Vinha eu, lépido e faceiro – mentira minha – até vinha lépido, mas nada faceiro. Sei lá o que houve, mas sonhei coisas ruins e acordei totalmente deprê. Sabem aqueles momentos Hardy a hiena? Tipo, óh céus, óh vida? Pois é! Mas enfim… lá vinha eu pela Cristiano Fischer quando parei ao lado de uma van que levava crianças de escolinha ou colégio. Olho o veículo e rapidamente volto a cuidar a sinaleira. Mas algo me forçou a olhar novamente pro lado.

Era um sorriso, mas não um simples sorriso. Tratava-se de um sorriso tão franco e cativante que tive a impressão de haver algo a puxar, fisicamente, o meu queixo. E devia ser uma mãozinha, imagino eu, com aquelas covinhas sobre os ossinhos da mão, sabem? Sim, porque ela era uma gordinha, não obesa, só gordinha. Estilo gordinha simpática, fofinha mesmo. E sorria. Nóóóóssa, como sorria. Posso dizer isso porque acompanhei o passeio daquele grupo ao longo de toda a Av. Ipiranga.

As bochechas, de gracioso volume, estavam rosadas pelas insistentes séries de gargalhadas que contagiavam os colegas e um motorista bobo no carro ao lado. Só sei que o meu dia foi tomando mais cor. Tantas quanto o brilho do olhinhos dela refletiam. Tão intensas quanto o negro de seus cabelos liiiiiiiisos, escorridos e quanto o branco de seus delicados dentes de leite. Meu estado de espírito foi melhorando, meus bons pensamentos começaram a fluir na mesma proporção que ela emanava paz e pureza, através do seu deleitoso riso. Até as palavras, sempre difíceis pra mim, pareciam ganhar asas e certa poesia.

O mais curioso de tudo é que desde lá do início, da sinaleira da Cristiano com a Ipiranga, quando eu “forçadamente” voltei o rosto pra van, ela estava me olhando. Parecia saber, parecia sentir que eu precisava dela. Na verdade só pode ter sido a força do olhar e da alma branca daquela iluminada gordinha quem me “puxou” o queixo. Puxou-me o queixo e me ganhou o dia. Ganhou-me o dia e explusou o cinza da minha deprê matutina. Clareou minha aura vespertina e certamente me garantirá um sono acomodado e confortável logo mais, quando for agradecer a Deus pelas coisas boas da vida e lembrar, saudoso, de um sorriso amigo. 

Na esquina da Silva Só eu não resisti e resolvi formalizar, de forma definitiva, a nossa amizade. Eu já tinha ficado seu fã, ela já tinha me notado e estava cuidando de mim, a mando não sei de quem (ou talvez até saiba). Então abanei pra ela, com cara de agradecido, penso eu. Com jeitinho sapeca apertou os olhos, ergueu os ombros e claro… sorriu mais uma vez, enquanto me abanava de volta. Pronto, ali oficializamos nossa amizade. Ela deve ter achado estranho o tio só abrir o primeiro grande sorriso depois de três longos quilômetros de amizade. E com olhos rasos d’água.

Disfarcei e continuei sorrindo e fazendo alguns sinais e caretas brincalhonas (sim, sou crianção! E não queiram me mudar) até a esquina da João Pessoa. Lamentei, como sempre lamento o afastamento de qualquer grande amigo, mas precisavámos nos separar. Entrei à direita e ela seguiu em frente. Espero que emprestando essa valiosa amizade a quantos amigos mais precisarem daquele lindo e restaurante sorriso. Talvez eu nunca mais o veja, mas com certeza, jamais o esquecerei.

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Momento umbigocentrismo agudo

29/10/2007

Bem, talvez fique meio superficial esse post, mas vai que alguém queira saber do meu findi…

A começar pela quarta-feira, sim, pra mim os fins de semana começam na quarta. Pois desde lá a pegada foi forte, tanto que nem lembro o que fiz na quarta. Na quinta mais quebração de cabeça, dessa vez eu lembro, fui no Nova York (assim mesmo, meio Nova e meio York) e encontrei uma galera de Guaíba. Como é bom lembrar da “infância”, né? Tá… tudo bem que não tem nada de infância histórias de quando já se bebia e quebrava tudo nas festas da Barra do Ribeiro. Isso antes de começar a apanhar, é claro!, porque lá os caras locais SEMPRE resolviam dar em nós, os forasteiros. E eu, gente boa que sou, nunca quis discordar dos caras. Eles resolviam bater, eu concordava em apanhar e ficava tudo bem.

Pois então… daí na sexta eu, meio seqüelado, acordei cedinho da silva e me fui ao médico, fazer audiometria. E lá vem o médico, dá as instruções, fecha a porta da porra da cabine (minúscula, diga-se de passagem), posiciona-se atrás do vidro, eu meio de costas, já que só tinha uma posição em que minhas pernas cabiam, que era numa das diagonais. Cena clássica. Eu espremido, com aquele fone ridículo, me sentindo tipo aquelas crianças suburbanas que iam no programa da cabine de troca do Sílvio Santos, lembram?

O sózia do Dr. Hanschucrute começa a gerar os sons, nas mais variadas freqüências, em meu ouvido direito. Eu lá dentro, vá sinalizar. Senti-me ouvindo até o que não tocava. Então os sons param. Até aí tudo bem, mas é que eles demoram muito pra recomeçar… e eu lá, já suando. Porra de cabine quente aquela, meu… Achei estranho mas tô ali, só esperando… Depois de alguns minutos de quase absoluto silêncio (ouvi uns dois ou três ruídos, aos que por óbvio sinalizei), o Hanschucrute – notem que já tô íntimo do tiozinho – abre a porta num rompante e questionando, sentencia:
_Tu sabias que tens um problema SÉRIO no ouvido esquerdo? – com essa ênfase no “sério” e me olhando com cara de agente funerário.
_Carai véio desgraçado… vim ouvindo até aqui e agora sou surdo de um ouvido? Que caralho tu fez aí Hans? – pensei, mas não disse.
_Não. – foi só o que consegui dizer. Isso que eu havia ficado era surdo.

Naquelas frações de segundos cheguei a me ver usando um aparelho auditivo telex. Até que esse meu mini-flash-back foi interrompido pelo sábio Dr. Hanschucra, sugerindo virar o fone e tentar de novo. Meu, o véio curou meu ouvido na hora! Ouvi e sinalizei tudo. Ele abre novamente a porta e tira o fone dizendo que vai tomar mais cuidado com “esse fio”, mostrava ele apontando o cabo todo remendado do fone esquerdo. Imagina só quanta gente esse velho já ensurdeceu antes de mim… tsc, tsc, tsc…

Na noite teve reencontro da galera que entrou junto na CRT, lá no distante março de 1998. De lá, já meio aéreo, fui pro aniver da Alice, Mai-lai e Luizito. Saí de lá tarde pra carai, com perfume novo, comprado do meu amigO consultoR da Natura, pode? Na madruga aconteceu algo estranho, acho que botaram sonífero em alguma das 20 cervejas que eu tomei. Tive um sono patológico, apaguei geral. Eu dirigi falando ao telefone e dormindo ao mesmo tempo, segundo soube no dia seguinte. Ainda bem que na direção eu só durmo nas retas. Hehehe… Pior que logo depois eu tinha aula, e fui nela. Nem preciso dizer, né? Dormi incessantemente na aula do Fábian. Durante o intervalo precisei acordar e imprimir um trabalho que eu apresentaria lá na frente. Saco isso de ter que acordar nas aulas. Depois do intervalo, na aula do Necchi, dormi antes, durantes e depois da apresentação. Acordei só durante a minha fala. Quando voltei pro meu lugar, dormi todo o resto da aula. Pior, na posição “operário no ônibus”, sabe? Com a cabeça pendendo pra frente e corpo balançante. Ô ceninha deprimente. Pior só se babasse!

Subi pra casa, me arrastando, e, finalmente, dormi!

Por uns 15 minutos. Era o desgraçado do 01 me ligando. Eu, brabo, mas já acordado, atendi:
_E aí, falou com a Mina? Vamos na excursão?
Lembrei que precisava ter feito isso, mas só pensava em dormir. E precisava dormir. Prometi resolver depois, coloquei o telefone no silencioso e berço. Ufa!

Outra hora termino isso… ainda tem muita coisa… consegui os lugares na excursão e fomos na Oktober de Igrejinha. Amanhã eu conto as tosquices!

Nascimento. Explosão!

24/10/2007

Uma estrela não inaugura e nem estréia, uma estrela nasce. E uma estrela, pra nascer, explode. Assim é o meu, modesto, blog. Por insistentes pedidos – dois é plural, né? – de inúmero pessoa, o Tiago me convenceu a criar esse espaço. Melhor do que isso, me conhecendo há três anos e sabendo o quanto eu demoraria pra sentar e fazê-lo, ele mesmo o fez. Criou o usuário e a “minha” senha, inclusive.

Coube-me apenas a escolha do template, entre um dos modelos oferecidos pelo hospedeiro (essa palavra nos remete às aulas de “relações parasitárias” da quinta série, não?), além do nome e do endereço do mesmo. Pena que ele não assumiu a tarefa de escrever aqui – garanto que teríamos melhor material – mas enfim… isso farei eu. Até porque, como diz o título desse site, eu preciso falar. Se o conteúdo não te agradar, o complemento diz tudo.

Por aqui aparecerá, inseparável de mim, alguma graça e muita bizarrice. Com algum esforço, o meu olhar, dedicação e inveterada vocação pelo jornalismo, pretende trazer desde pautas, a comentários e críticas. Além de passar por discussões editoriais e chegar… sabe-se lá onde isso aqui pode chegar. Imagino eu, em qualquer tipo de abordagem que se ofereça oportuna. Em tempo, nem que seja abaixo de sofrimento e tortura mental, a caixola que se equilibra nesse pescoço e carrega esse miserável rosto, espera poder parir – além das que transcreverá – alguma poesia, música ou boa frase.

Não raro você encontrará lamúrias interiores e tristezas sepulcrais, dúvidas atrozes e sentimentalismo à toda prova. Assim sou eu, apesar de alegre e descontraído, sim, sofro sim. Pois sou um incorrigível apaixonado. Outro viés é a extrema sensibilidade para o teatro, apesar de não encenar porra nenhuma; Música, mesmo não tocando nem o que você está pensando; Cinema, mas longe de ser um cinéfilo ou ter algum conhecimento de causa. Esse sou eu, o mais profundo dos superficiais e o mais superficial dos profundos homens.

Diria que no lado direito sou só coração, e no esquerdo, sou nenhuma razão.

Eu preciso e vou falar, leiam… se quiserem.

 Beijos a todos, nos vemos!

Olá mundo!

24/10/2007

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