Archive for junho \30\UTC 2008

Mais uma da série: Antes tarde do que depois!

30/06/2008

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta (Segundo Ato)

Infelizmente só consegui ir ao espetáculo no Domingo, último dia em que era apresentado em Porto Alegre. Sim, porque se eu tivesse visto antes, teria voltado nos dias seguintes. A qualidade musical e visual da montagem é realmente impressionante. Todas as sessões contaram com platéia numerosa e repleta de presenças ilustres. Um sucesso de crítica e público.

Nesse dia, por exemplo, a autora da peça veio do Rio de Janeiro para assistí-la no maravilhoso teatro São Pedro. Aliás, aproveitando o ensejo, parabéns a ela: Rosa Maria Araújo. Outra presença, sempre destacável, é a da “Dona” Eva Sofer. Eterna responsável pela nossa mais célebre sala de espetáculos.
Até a roqueira Kátia Suman foi curtir as marchinhas… é vero!
Ah, e também estava lá o Luís Fernando… veríssimo!

Mas bem, vamos ao show. O Segundo Ato abre as cortinas para mais cinco blocos onde as canções estão agrupadas pelos seguintes assuntos:
Fazendo História, canta a temática nacionalista com críticas, elogios e muita ironia. Entre as seis canções estão Calma no Brasil, Se eu fosse GetúlioHistória do Brasil.
Comes e Bebes, o título dispensa apresentações e, das cinco músicas, mostra coisas do tipo Prato Fundo, Saca-rolha e Turma do Funil.
No trecho mais charmoso do musical, o figurino usado nas cinco marchas seguintes abrilhantam
O mundo passou por aqui, com Cadê Mimi?, Touradas em Madri e Chiquita Bacana.

Agora saem os músicos e entra em cartaz o segundo vídeo da noite, A marchinha e o carnaval. Na trilha, Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa. Além de Balancê, do Braguinha e Alberto Ribeiro. Volta o elenco e começa a me angustiar a idéia de que o espetáculo se encaminha para o fim. Gostaria que aquilo durasse o resto do domingo inteiro!

Tipos e Preconceitos, segue tratando de brincar e mexer ainda mais com o público das confortáveis e impecáveis cadeiras do São Pedro. No repertório de dez números temos, Linda Morena, Mulata iê-iê-iê, Nós, os carecas, Maria Sapatão, Linda Loirinha, O teu cabelo não nega e a contagiante Cabeleira do Zezé.
Carnaval, vem para fechar o show com 13 marchinhas encadeadas numa seqüência de trazer euforia e tirar o fôlego. O bloco inicia pedindo Ó abre-alas, segue com Pierrô apaixonado (e lá estava eu), a linda Marcha da quarta-feira de cinzas, a clássica e emocionante Máscara negra, as alegres e divertidas Pirata da perna-de-pau, Marcha da cueca, Pó de mico, Mamãe eu quero e Marcha do cordão do Bola Preta.

O teatro já transpira carnaval, algumas lágrimas e muitos sorrisos percorrem rostos, colorem almas. A música que dá nome ao espetáculo, Sassaricando, encaminha o encerramento e prepara o grande final, que nos brinda com Marcha do remador e Cidade Maravilhosa.

Absolutamente todos os presentes aplaudem de pé – com justificado denodo e demora reverencial – o valioso elenco!

Uma pena, mas era finito.

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Um sábado, mais um… ou, menos um.

28/06/2008

Sentei na minha cozinha/balcão etílico, frio lá fora, dia cinza, depois do futebol, banho tomado, sozinho em casa, cerveja impiedosamente gelada no copo, alguns bons livros empilhados ao lado do computador, rádio ligado – como sempre – na inadjetivável FmCultura (107,7) que dispara:

Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você,
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo,
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza
Dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia,
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.
E tudo nascerá mais belo,
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris

Éh…

Mas bem, agora tenho que levantar e sair. Vou a Guaíba ver duas amigas impagáveis!!!
Com elas, seus respectivos maridos. Comigo, a vontade de ouvir, falar e aprender com a Virgínia e a Pati.
Será um daqueles encontros que deveria ser gravado. Pois não tem nada dito por elas que não mereça um texto, ou, ao menos, um espaço cativo na memória.
Aproveito ainda o raro momento de estar, com tempo, na minha maternal Guaíba – berço da Revolução Farroupilha – para chamar o louco do Fernando a comparecer também na tal sinuca. Quero poder dar-lhe um afetuoso abraço.
Então invocarei a atenção de todos eles para o fato de estarmos ali, de novo numa “noite” guaibense. Lugar onde todas essas amizades começaram, despretensiosas, irreverentes, mas naturalmente fluidias. E aquela impressão de que seriam eternas estão se confirmando certas há, pelo menos, 16 anos.

Hein???

26/06/2008

Tenho um amigo que nasceu em Pelotas. Aqui vou chamá-lo pelo codinome “Bebê”. (não revelaria sua identidade nem sob tortura)
Mas voltando…
Vocês sabem que quem nasce em Pelotas leva sempre aquela fama, né? Pois esse meu amigo não se importa muito com isso, parece que ele até gosta.
Na nossa turma, e na ausência dele, é claro, sempre que surgia qualquer assunto com referência a homossexualidade nós fazíamos a pergunta que acabou se tornando célebre:

– E do “Bebê”, o que tu achas? 

A dúvida sempre pairou na galera. Uma dúvida baseada, principalmente, no jeitinho dele.  E não é que dia desses o cara teve uma consulta médica e lhe foi solicitado um exame de próstata?
Para nosso espanto e surpresa, ele não queria fazer o tal exame de jeito nenhum. Uma pessoa da família teve que marcar a tal consulta com o especialista e, assim, ele se obrigou a ir.

No dia seguinte o Bebê não quis comentar muita coisa com ninguém. Visivelmente constrangido, disse-nos apenas que foi tudo bem. Passado um tempo, notamos que ele estava meio ausente e descobrimos que depois daquela primeira consulta ele volta todas as quintas ao consultório.
Tentando descobrir o porquê dessas tão freqüentes visitas nós o forçamos a falar e ele finalmente admitiu:

-“Aiiii…, é que estou apaixonado, seus bobos. Pronto contei.” – complementou irritado. 

Quando já começavam os primeiros risos, ele disse:

-“Do que vocês estão rindo? Me apaixonei pela Secretária do médico, ora! Ela é ma-ra-vi-lho-sa!!!”

E daí eu te pergunto:

-E do “Bebê”, o que tu achas?

 

A falta de responsabilidade social feminina

19/06/2008

Acabo de ouvir uma propaganda feminista e intolerante que está se propagando sociedade a fora. A campanha trata do problema da Violência contra a Mulher, mas através de argumentos vazios e pregando a desigualdade, além de uma série de outras baboseiras. A que mais me irritou e motivou a escrever esse protesto foi a do encerramento do comercial:

“…vamos acabar com a Violência contra as Mulheres!” – pregam as antisociais.

Isso é o cúmulo da incompreensão, da falta de nobreza e da transferência de responsabilidades. Imaginem só se essas insensíveis atingirem seus objetivos. Se isso realmente acontecer, nós teremos um verdadeiro caos social! Sim, pois todos nós sabemos que, infelizmente, a natureza humana e a sociabilidade – nem tão sociável – da era moderna, nos inflige ímpetos de violência. Ou seja, atos desse teor são inerentes à raça. Portanto, se eles nunca incidirem sobre as fêmeas, ficaremos nós, os machos, com toda essa carga maligna e atroz.

É injusto!

Sem contar que, nesse caso, nós seremos um alvo certo, fácil, e único a receber toda a crueldade daqueles que carregam no seu dna essa mácula da personalidade humana. A violência é um fardo demasiadamente pesado para ser carregado unicamente pelo sexo masculino.

Cuidado homens! Unimo-nos contra essas pessoas que espalham e apregoam aos quatro ventos o desejo de igualdade, de um lugar ao sol e de nossos empregos. Elas já conquistaram o direito de usar calça de brim, de chefiar repartições, de votar, e pasmem, querem até dirigir! É, meus senhores, elas lutaram por tudo isso, mas não aceitam carregar a sua carga de tapas, socos, assaltos, seqüestros-relâmpago, joelhaços, safanões, facadas, tiros, enfim…

Querido sexo frágil, por questão de justiça, sofram as violências do mundo moderno junto conosco. Ou então, pelo menos, parem de dirigir!!!

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta

17/06/2008

Trata-se de uma peça teatral, na verdade um musical, que – como sugere o título – canta, mas também dança e interpreta, as marchinhas de carnaval nascidas no Rio de Janeiro dos anos 30, 40 e 50. Todas eternizadas na identidade do povo e da cultura nacional. No elenco estão, maravilhosamente bem, diga-se de passagem, os cantores/atores Eduardo Dussek, Soraia Ravenle, Alfredo Del-Penho, Ivana Domenico, Juliana Diniz e Pedro Paulo Malta. Na obra de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral, com direção de Cláudio Botelho.

O espetáculo – e não há palavra melhor para descrever a produção – remete ao público uma gostosa viagem no tempo ou no imaginário. O cenário, os figurinos, a projeção de imagens da época, enfim, a aura de magia remonta aquele período. Tanto para os que o viveram, como embala os mais jovens ao exercício da construção das imagens, climas e ambientes que seus pais ou avós tantas vezes recordaram saudosos em suas cadeiras de balanço pelos alpendres das nossas infâncias.

O show é dividido em dois atos. Onde o repertório é argutamente agrupado por assuntos. No primeiro, os cinco blocos transitam por temas como:

Comportamento, que tem Maria Escandalosa, Seu Cornélio e Sassaricando, além de outras nove marchinhas.
No Entre quatro paredes o ânimo da platéia já está em alta e aparecem Aurora (de Mário Lago e Roberto Robeti), Cadê Zazá?, e a clássica Bandeira Branca (de Max Nunes e Laércio Alves), além de outras cinco.
Em seguida os pés, incontrolavelmente, batem no chão e as mãos coçam para bater palmas com o bloco:
De onde vem o dinheiro?, que traz Yes, nós temos banana, Barnabé, Cantores do rádio (de Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro) e mais sete músicas. Notem o nome deste último bloco… Curioso como 1940 ainda é atual nos dias e na política de hoje.

Nessa hora os cantores saem de cena e entra o primeiro vídeo. Na trilha, Marcha da quarta-feira de cinzas, composta por nada menos do que Carlinhos Lyra e Vinícius de Moraes. O trailer serve de enganche para a série seguinte:

Cidade que me seduz, onde todo o teatro já canta, bate palmas e dança nas poltronas dez inesquecíveis marchas, entre elas: A lua é dos namorados, Pastorinhas (de Noel Rosa e João de Barro), Vai com jeito, Alá-lá-ô e Tomara que chova.
Para fechar o primeiro ato, o tema é:
Padecer no paraíso, que reserva aos animados ouvintes sete  canções, entre as quais estão Daqui não saio, Seu condutor (de Alvarenga, Ranchinho e Herivelto Martins), e Vagalume.

Sobre o segundo – e melhor ainda – ato, eu conto num próximo post…

Clique aqui para ouvir as músicas do show

Inauguração!!!

17/06/2008

Os meus muuuuiiitos afazeres profissionais, afetivos e estudantis, somados a alta freqüência com que – sacrificiosamente – me dôo às mais loucas possibilidades e convites da vida social, acabam por tomar o meu tempo. Por outro lado, porém, me oportunizam incessantes encontros com o inusitado. Disso tudo resulta uma enormidade de atos e fatos a serem relatados. Entretanto, dessa insolúvel matemática de tarefas, encontros, trabalhos, copos, e horas, extrai-se um resto quase inexpressivo de tempo.

Por isso, acabo relapso com o blog. Dessa forma muitas histórias merecedoras de registro acabam perdendo a linha e o ponto cronológico nos quais deveriam se inserir. Como forma de tentar corrigir esse problema, criei um depósito de post’s. Lá, os eventos vão sendo armazenados. Jamias esquecidos! Mas, por vezes, ficam lá, jogados, aguardando a hora de nascerem para o mundo binário das telas dos computadores desavisados que têm a infelicidade de vir parar aqui.

Depois, de tempo em tempo, vou resgatando-os. Mas, como blog é uma coisa meio meu querido diário do século XXI, para que não fiquem fora de contexto, resolvi inaugurar a seção “Antes tarde… do que depois”!

E, para dar início a essa célebre série, nada melhor do que fazê-lo:

Sassaricando

(Mas outra hora eu publico o texto do Sassaricando, agora já está grande demais o post…)

 

Aniversário celestial…

11/06/2008

Há exatos 73 anos nascia a primeira filha do casal Walkírya e Ivan Costa Alves. A menina, que recebeu o nome de Maria Angélica, cresceu ajudando a mãe na lida da casa, no cuidado aos irmãos e irmãs. E vieram muitos… Tanto naturais quanto irmãos, ditos, de criação. Até aí tudo bem. Era assim com quase todas as filhas das famílias daquela época.

O curioso, desse caso, é que Maria Angélica não deixou de estudar. Logo despertou interesse por trabalhar, ter seu próprio dinheiro e sua própria vida. Foi, então, trabalhar numa distribuidora de filmes de cinema. O escritório se localizava no centro da capital dos gaúchos. Mas lembre-se, estamos falando da Porto Alegre do início dos anos 1950.

Pois foi ali, na Borges de Medeiros, que certo dia um rapaz a viu. Quedou-se, ele, nesse instante, apaixonado. A isso, seguiu-se a aproximação, o contato, a amizade, o flerte e, finalmente, a conquista. Porém, na época, isso não era o suficiente para que eles pudessem ficar juntos. As coisas naquele tempo não eram assim tão simples. Ainda mais pelo fato de Airton ser casado.

Mas o destino dá jeito para tudo. Um belo dia, num singelo gesto, o galante Airton levava sua pretendida até em casa, onde ela morava com os pais. Pois não é que um dos irmãos mais novos, que já desconfiava do assédio, a viu chegando acompanhada. O zeloso irmão, de nome Ivan Filho, corre para casa e vai logo contar ao patriarca dos Costa Alves o que vira.

Quando nossa heroína chegou ao lar, o pai, imediatemente, chamou-a para uma conversa e disse: “Filha minha, enquanto estiver debaixo do meu teto, não namora homem casado. Se tu quiser ficar com esse rapaz, terá que sair de casa.”

E assim ela fez!

Contra tudo e contra todos, o casal seguiu junto e, com o tempo, veio seu primeiro filho: Rogério. Em seguida vieram Valquíria, José Antônio, Sheila e, muito tempo depois, Rodrigo. Esse que vos escreve.

Muitos anos desde o dia em que se conheceram, passaram. Muitas alegrias, algumas poucas tristezas, mas sempre com muito amor, levaram uma boa vida juntos. Semearam o amor no DNA orgânico e cultural dos filhos. Vieram, pois, os genros e as noras. Todos acolhidos com o mesmo exemplar amor e cuidado. Dos casamentos de seus herdeiros, eles ganharam (até agora) 7 lindos e maravilhosos netos.

Na condição de filho mais novo desse belo par, posso dizer que me orgulho imensamente das lições, do amor, do carinho e de todos os outros sábios ensinamentos da dupla. Mas agora, e já há um ano e quatro meses, eles resolveram ir morar longe da gente. Num outro plano, entretanto sempre ao alcance das nossas memórias e corações. Airton e Maria Angélica morreram como viveram, juntos!

Resolveram ir brilhar e dar ensinamentos no céu. De onde estão, certamente, nos vendo e zelando por todos nós. De lá, espero, estejam orgulhosos do trabalho que fizeram. Do que nos passaram, do que nos ensinaram. Devem estar felizes de nos verem como eles sempre sonharam. Vendo-nos juntos, unidos e como sempre fomos, sem nunca deixar que as diferenças nos indispusessem uns com os outros.

Lembro-me muito bem da felicidade que a minha mãezinha e meu velho pai ficavam, e do quanto se diziam orgulhosos por terem nos criado e conduzido a ser uma família que vive na mais perfeita harmonia. Que nos damos e nos encontramos, convivemos, dividimos e nos ajudamos como eles sempre exigiram.

Mas também, quem haveria de não honrar o que uma mãe e um pai desses sempre pregaram, quiseram, sonharam e, certamente, continuam querendo. Ouvi muito isso deles. Todos nós ouvimos, na verdade. Eles queriam nos deixar esse legado. De continuar sempre juntos e sempre bem uns com os outros, filhos-irmãos-tios, filhas-irmãs-tias, noras-cunhadas-esposas, genros-cunhados-maridos, netos-sobrinhos-primos.

Era isso que vocês queriam e pediram tanto, né… meus queridos velhinhos? Pois podem saber que é isso que vocês vão poder ver, nós vamos SEMPRE honrar e respeitar essa vontade de vocês.

E se, por acaso, acontecer algum tipo de problema entre quaisquer de nós, teremos a grandeza e a fidelidade de pedir desculpas uns aos outros, dirimir diferenças e picuinhas. Se não por nós, por vocês! E ficaremos, assim, Airton e Maria Angélica, de bem como vocês aqui nos deixaram.

Um feliz aniversário aí, mãezinha…

Beijos, muitos.

Saudades indescritíveis de vocês!

Nosso curta (primeira diária, tomada dois)

10/06/2008

Colocar os telefones no silencioso foi uma das primeiras exigências da noite. Porém, a seriedade do trabalho e a dramaticidade da trama não foram a tônica durante as filmagens. Muito antes pelo contrário. Ocorreram alguns momentos de pura comédia, talvez melhores do que os da própria película.

Como quando o diretor se posiciona, observa os atores, fita o roteiro, checa a luz e, de olho no monitor, ordena:

– Silêncio no set!
E fez-se um silêncio ensurdecedor…
– Vai câmera!
Ao que se ouve a resposta do técnico: Foi câmera…
– Vai Luz!
Luz ok diretor…
– Vai som!
Som ok…
– Claquete! (Sempre sonhei ordenar uma claquete. Sonho satisfeito!)
Bláblábláblábláblá, cléc…
– Ação!

Pois nesse exato momento:

– Tréééééééééééééééééiiinnn…
– Cooorrrrtáááááá…

Risos gerais… o ator que estava atrasado chegou à locação e colou o dedo no interfone.

Poucos minutos, e alguns teics depois, na cena a ser gravada deveria aparecer um telefone tocando, em close, sobre o balcão. E lá vem ritual:

– Silêncio no set!
E não se ouve um grilo sequer…
– Vai câmera!
Câmera ok diretor…
– Vai Luz!
Foi luz…
– Vai som!
Valendo o som…
– Claquete!
Bláblábláblábláblá, cléc…
– Ação!

(…)
E segue o silêncio…
(…)
Atores se entreolham…
(…)

Até que o próprio diretor cai na risada… simultaneamente com vários colegas…

Os telefones estavam no silencioso, lembram?

E por aí a coisa seguiu. Hoje já estamos com o segundo dia de filmagem rodado, mas nessa diária as coisas fluíram bem melhor. Por um lafo até foi ruim, já que não tivemos muitas gafes.

Ahhh… no segundo dia gravamos a cena da mão feminina, justamente a do dedo nervoso, invadindo – por trás, é claro – a bermuda do nosso colega/ator. Querem ver? Aguardem, este filme terá uma estréia, em premiére, no Barato Bar. Só para convidados! Fique ligado, comunicaremos por aqui.

Nosso curta! (primeira diária, tomada um)

10/06/2008

Bem, dias atrás eu contei aqui que estaríamos fazendo um curta metragem.

Abre parêntese

Esse “estaríamos” ali de cima não é o plural majestático usado pelos jogadores de futebol. É que, junto comigo, estão meus colegas da cadeira de Cinema II do curso de Jornalismo da Famecos, Puc-RS.

Fecha parêntese

Pois o fizemos, ou melhor, o iniciamos. Foi interessante, curioso e difícil. Nosso filme é sobre o dilema vivido por um jovem rapaz contra o qual a namorada insiste em, digamos assim, praticar o toque retal.

No pupular… aterramento!

Ele estava vivendo com a namorada e ela, além de ninfo, tem adoração por tal prática. Já ele…

O intrépido enredo levou o protagonista a buscar conselho com os amigos, na verdade, a dividir com eles a sua angústia. Tornando a situação, de inusitada, em cômica. E dando a ela contornos de drama ao longo do roteiro.

Mas quem nunca esteve num set de filmagem e nem viu um filme sendo preparado, não faz idéia da complexidade da produção. O capricho e os cuidados com detalhes são uma necessidade.

[continua…]

Tô voltando

06/06/2008

Embarco agora (18:20h) de volta para a minha, a nossa, Porto Alegre!
Até lá, e na semana eu conto das coisas que rolaram aqui.

Tô voltando (Maurício Tapajós e Paulo C. Pinheiro)

Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando

Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar
Pode se perfurmar
Porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Encha a casa de flor
Que eu tô voltando

Pega uma praia aproveita tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar
Porque eu tô voltando

Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando

Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da vó
Que eu tô voltando

Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero la la iá
la la iá iá iá
Porque eu tô voltando