Mais uma da série: Antes tarde do que depois!

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta (Segundo Ato)

Infelizmente só consegui ir ao espetáculo no Domingo, último dia em que era apresentado em Porto Alegre. Sim, porque se eu tivesse visto antes, teria voltado nos dias seguintes. A qualidade musical e visual da montagem é realmente impressionante. Todas as sessões contaram com platéia numerosa e repleta de presenças ilustres. Um sucesso de crítica e público.

Nesse dia, por exemplo, a autora da peça veio do Rio de Janeiro para assistí-la no maravilhoso teatro São Pedro. Aliás, aproveitando o ensejo, parabéns a ela: Rosa Maria Araújo. Outra presença, sempre destacável, é a da “Dona” Eva Sofer. Eterna responsável pela nossa mais célebre sala de espetáculos.
Até a roqueira Kátia Suman foi curtir as marchinhas… é vero!
Ah, e também estava lá o Luís Fernando… veríssimo!

Mas bem, vamos ao show. O Segundo Ato abre as cortinas para mais cinco blocos onde as canções estão agrupadas pelos seguintes assuntos:
Fazendo História, canta a temática nacionalista com críticas, elogios e muita ironia. Entre as seis canções estão Calma no Brasil, Se eu fosse GetúlioHistória do Brasil.
Comes e Bebes, o título dispensa apresentações e, das cinco músicas, mostra coisas do tipo Prato Fundo, Saca-rolha e Turma do Funil.
No trecho mais charmoso do musical, o figurino usado nas cinco marchas seguintes abrilhantam
O mundo passou por aqui, com Cadê Mimi?, Touradas em Madri e Chiquita Bacana.

Agora saem os músicos e entra em cartaz o segundo vídeo da noite, A marchinha e o carnaval. Na trilha, Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa. Além de Balancê, do Braguinha e Alberto Ribeiro. Volta o elenco e começa a me angustiar a idéia de que o espetáculo se encaminha para o fim. Gostaria que aquilo durasse o resto do domingo inteiro!

Tipos e Preconceitos, segue tratando de brincar e mexer ainda mais com o público das confortáveis e impecáveis cadeiras do São Pedro. No repertório de dez números temos, Linda Morena, Mulata iê-iê-iê, Nós, os carecas, Maria Sapatão, Linda Loirinha, O teu cabelo não nega e a contagiante Cabeleira do Zezé.
Carnaval, vem para fechar o show com 13 marchinhas encadeadas numa seqüência de trazer euforia e tirar o fôlego. O bloco inicia pedindo Ó abre-alas, segue com Pierrô apaixonado (e lá estava eu), a linda Marcha da quarta-feira de cinzas, a clássica e emocionante Máscara negra, as alegres e divertidas Pirata da perna-de-pau, Marcha da cueca, Pó de mico, Mamãe eu quero e Marcha do cordão do Bola Preta.

O teatro já transpira carnaval, algumas lágrimas e muitos sorrisos percorrem rostos, colorem almas. A música que dá nome ao espetáculo, Sassaricando, encaminha o encerramento e prepara o grande final, que nos brinda com Marcha do remador e Cidade Maravilhosa.

Absolutamente todos os presentes aplaudem de pé – com justificado denodo e demora reverencial – o valioso elenco!

Uma pena, mas era finito.

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