Archive for julho \23\UTC 2008

Curso em Campinas

23/07/2008

Tarde de quarta-feira, décimo sexto dia de um julho escaldante em Porto Alegre. No pulso, o relógio marca, por trás do arranhão do vidro, exatas 16 horas e 03 minutos. Nas mãos, um bilhete de embarque. Nele, assinalado o horário da partida: 17:25h. De maneira solícita e prestimosa, meu colega de empresa me concede uma carona até o terminal aeroportuário da capital riograndense. Chego com a antecedência necessária, despeço-me do amigo, agradeço e adentro no glamuroso pavilhão de atmosfera tão fria quanto o mármore que o reveste. Na sequência, realizo o check in e embarco sem nenhum percalço.

Você está estranhando, né? Pois é, até aqui não achei nenhuma graça, tudo está correndo – para meu próprio estranhamento – perfeitamente bem. Antes disso tudo, ao meio dia – como bom fanático que sou – lembrei que o Grêmio jogaria logo mais a noite, no Recife, contra o Sport. Não tive dúvidas, tirei o “fone do gancho” e tentei ser o que não sou: prevenido, esperto e malandro.

Liguei para o hotel onde me hospedaria:

– Hotel The Royal Palm Residence Campinas, Thaís, bom dia, em que posso ajudar? – ofereceu-se.

Ufa, achei que ela não fosse parar mais de falar. Como tem ar pra dizer tudo isso numa só tomada de fôlego?

– Bom dia. Vou me hospedar aí hoje, e gostaria de saber se consigo assistir ao jogo do Grêmio logo mais a noite…
– Pois bem, senhor… Peço que me dê o número do seu telefone. Vou confirmar e volto a ligar. – prometeu.

Claro que ela não cumpriu. Então, passadas duas horas, ligo novamente:

– Hotel The Royal Palm Residence Campinas, Thaís, bom dia, em que posso ajudar?

Rapaaazzzz, o troço era ensaiado mesmo.

– Sou aquele hóspede que ligou perguntando do jogo do Grêmio, blá-blá-blá…
– Sim senhor, o jogo vai passar aqui sim. Pode ficar tranqüilo. – afirmou.

Segui a rotina do dia e me apresentei para o vôo sem problem, como descrevi acima. Durante a viagem, por incrível que pareça, não aprontei nenhuma. Não perdi o avião, não desci pra ir ao banheiro em Curitiba, não atrasou o vôo, nem a escala, nada errado. Do aeroporto, tomo um taxi para o hotel e, adivinhe…

Sim, acertou. Aconteceu exatamente o que vocês estão pensando, não passou o jogo!

 

P.S.: O que dizer do nome do hotel, “The royal palm residence”, que camanga. Tsc, tsc, tsc…
P.S.2: Ah, a Thaís já tinha encerrado o seu expediente, por isso segue viva.

Coincidência, influência ou plágio?

08/07/2008

Dias atrás escrevi:

Por obséquio

Se alguém me quiser ver morto:
Que se floreie, se anime,
se embeleze de alma, de música,
de humor, de poesia…
Apaixone-me, assim,
de si.
Então, de mim,
se tire.
Porque se for para matar-me,
por favor,
que seja de amor.

Agora escutei, “Estácio Holy Estácio”, do Luiz Melodia e me veio a dúvida que está no título desse post. Claro que não quero comparar o meu devaneio com a precisão das palavras do Melodia, Deusulivre, mas enfim… foi um questionamento que me surgiu.
Se foi uma coincidência, bom.
Se foi influência, ótimo.
E, se foi plágio, menos mal que é de um Luiz Melodia da vida.

Hehehe…

O melhor já passou…

07/07/2008

Que sexo é bom, todo mundo sabe. Entretanto, é muito melhor para nós – homens – do que para vocês, mulheres. Mas não é por isso que a gente sempre quer mais do que vocês (compare a quantidade de células sexuais produzidas por machos e fêmeas e conclua). Queremos mais, pois nós já começamos a sentir prazer ao fazer algo que é trivial e sem graça para vocês: tirar a calcinha.

Aliás, pode-se afirmar também que o sexo mesmo é mero detalhe. O encontro entre as genitais masculina e feminina não passa da consumação de um ato cujo clímax já passou. Não, não, caro(a) leitor, não pense que sou um Wando, apaixonado por calcinhas alheias. Tenho embasamento etílico (de várias discussões em bares) e literário – procure o texto no qual Luís Fernando Verissimo relaciona mãos, dedos e o sexo.

O fato é que nós, homens, temos muito orgulho de nossas conquistas. Valorizamos o primeiro beijo numa mulher. Aquele que só ocorre graças ao intenso trabalho de vários neurônios para formular a cantada perfeita, capaz de transformar um não em um sim. O beijo é a primeira recompensa para esse esforço. Óbvio, sempre queremos mais e, naturalmente, essa segunda recompensa é maior.

Claro que o trabalho também é maior. Mas, quando ela tira a calcinha… nossa, é um momento único, sensacional e impagável. Inadjetivável, como já defini um certo amigo eu. Isso porque mulheres normalmente são seres recatados por natureza. Tímidas, fechadas e resguardadas. Ou nem tanto, às vezes. Porém as exceções não desfazem as regras.

Por isso, aquele momento é tão especial. Quando a mulher retira ou concede a retirada da calcinha, cai o último obstáculo, e ela se entrega. E poucas coisas são mais difíceis do que conquistar e convencer uma mulher a realizar os nossos mais libidinosos desejos. O que vem depois é apenas conseqüência. Bom, ótimo, como todo mundo sabe, contudo, nada comparável àquilo que acontecera momentos antes.

Aquele pequeno e singelo gesto. Um movimento minúsculo e delicado, lento e bailante, desafiador e comovente. Ele se dá pela leveza da impressão de uma força sutil dos ombros e dos pés femininos sobre o colchão. Ela ergue então a lânguida e franzina cintura, cria-se o afastamento necessário para que se lhe retire a peça mais íntima (e sempre previamente eleita com severos critérios) do seu vestuário. Está dito, em absoluto silêncio, o sim que tanto queríamos ouvir.

P.S.: Texto escrito a quatro mãos, entre devaneios e ironias visitadas e passadas de cabeças ocas para o papel… em mais uma das enfadonhas aulas do semestre passado. Autores: este desqualificado que vos escreve e Tiago Medina de Carvalho.

Extra, extra…!!!

01/07/2008

Acabo de receber a confirmação de que estreiará hoje o filme que conta com a minha brilhante e ilustre presença no questin!

Será no auditório da Famecos, Puc-RS, prédio 7, primeiro andar, às 19:00h.

Roliuudi vai precisar se reestruturar e repensar formas de financiamento para a produção cinematográfica. Se eles quiserem me contratar, e vão querer!, terão de levar em conta que os cachês passam a trabalhar com cifras de outra ordem.

Está lançada a promissora carreira de Rodrigo Oliveira!

P.S.: Falando seriamente, acredito que não esteja nem no nível Zé do Caixão, mas que vai ser engraçado, vai!!!

Até lá…

Assumindo…

01/07/2008

Fiz inúmeras coisas nessa minha vida, várias certas, algumas erradas. Muitas experiências foram gratificantes, outras nem tanto, confesso. De uma delas, sou obrigado a admitir, acabei desenvolvendo uma espécie de dependência química. É muito triste ter que aceitar e publicar isso, mas acho que é o primeiro passo que preciso dar em busca da recuperação. Reconhecer, para poder procurar e receber ajuda de quem é mais importante pra mim.

Por favor, gente, ajudem-me!!!

E para piorar, estive recentemente em São Paulo, fazendo um curso. Aliás, preciso contar isso… certo dia, indo para a Santa Efigênia, passei pela famosa e deprimente Cracolândia. Aquilo lá me assusta! Mas bem, o resto não preciso nem contar, né? Pois é. Depois dali ainda fui para o meu destino original, fiz compras e mais compras. Agora estou aqui, desembrulhando o último dos “produtos” que comprei, mas tinha deixado lá em SP, na casa de um amigo. Fiquei com medo de transportar na bagagem de mão e chamar a atenção da polícia, afinal – e evidentemente – eu não tinha Nota Fiscal do bagulho. Agora meu amigo veio a Porto Alegre, de carro, e me trouxe a “encomenda”.

Agora estou aqui, vítima de mim mesmo. Abastecido de “material” para embalar meu incontrolável vício. Bem, meu jeito destemido e um tanto quanto inconseqüente, acabou me fazendo flertar vezes demais com essa prática terrível. A freqüência desse flerte me levou ao vício. Minha sinceridade e minha coragem me autorizaram a contar e a pedir ajuda, espero que consiga me curar. Pois eu não estou suportando mais…

Preciso conseguir parar de estourar plástico bolha!