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O umbigo e folia…

17/02/2009

Não tenho tido tempo para escrever. Tempo, ah o tempo… Saudade do tempo de ter tempo. Mas a minha falta dele é um problema só meu, não é mesmo? Tanto que as cobranças e reclamações por “estar deixando”(by Call Centers) as teias de aranha tomarem conta aqui do barraco, não se aplacam por isso. Então voltei.

Como estou sem muita inspiração para fazer piadas ou produzir textos criticosos à política/economia mundial, nacional, ou mesmo aqui dos confins tupiniquins, onde se mostra a face da corrupção… já que, tampouco, estou interessado em dividir minhas raivosas referências à Free-way congestionada e ao 3-6-1 do Roth… ao patético Bial e seu – mais patético ainda – programa de fofoca e vazia observação da desinteressante vida, de gente mais desinteressante ainda… como não pretendo espumar branco ao refletir sobre o relacionamento da menina monstro Malu Magalhães com o Dromedário, e a respeito do inexplicável sucesso dos pastores travestidos de cantores(ou vice-versa) Vítor e Léo… preferi, num rompante de umbigocentrismo exacerbado, falar de mim! O que, convenhamos, é um tema muito mais relevante e importante! Ao menos para esse que vos escreve.

Talvez o “como anda minha vida” que farei daqui por diante interesse muito menos a vocês do que as bundas desfilantes, os peitos emborrachados e os baixos QI’s imperantes na piscina e nas festas da casa mais vigiada no Brasil da poderosa número 1 do Ibope. Porém, por pura incapacidade “cultural”, já que não tenho conhecimento para opinar sobre o que realmente importa no BBBrasil, vou contar o que tem acontecido comigo. E ah, a minha vida, apesar de tão desinteressante quanto a dos “nossos heróis”(???), vocês podem espiar à vontade! E sem pay-per-view.

Estive, como todos bem sabem, estudando Jornalismo nos últimos 4 anos. Formei-me no dia 9 de janeiro (role mais abaixo a página, dê-se ao trabalho de ler o próximo post e conhecerás o meu discurso de formatura). Também já é conhecido da maioria (que ainda assim é uma minoria, já que isso aqui é muito pouco lido mesmo) que trabalho numa área nada a ver com o Jornalismo. Portanto, há anos me consterna o fato de saber, profissionalmente falando, pra onde vai minha vida… Pois bem, sigo sem saber!

O certo é que concluí uma etapa que nasceu como um desejo, uma descoberta de vontade e consolidou-se como a certeza de uma vocação. Depois, mais do que isso, virou uma obsessão pelo saber, um sonho pelo fazer e uma promessa a ser cumprida. A mim mesmo e ao meu pai, a quem prometi que um dia concluiria a faculdade. Essa parte está completa e está contada.

No mais, a vida é feita de muitos outros fatores, mas já está muito grande esse post e a modernidade diz que textos grandes não são lidos. É gente, os escritos agora não são mais avaliados ou apreciados pela qualidade (e não que esse tenha alguma), atualmente eles são lidos, ou não, pelo seu tamanho. Pasmem!

Abre parêntese. Descobri, ontem, que tem uma espécie de blog – o Twitter – que está fazendo um sucesso febril na grande rede mundial de computadores. Porque os post só podem ter, no máximo, 140 caracteres. Fecha parêntese.

Enfim, considerando tudo isso, vou comentar sobre uma das tantas outras partes importantes da vida da gente, a dos sentimentos. E sim, falo pouco deles aqui. Na verdade acho que nunca falei. Certa feita tive um outro blog e falava demais neles, achei que ficou meio piegas e parei com aquilo. Só que agora, sei lá, estou tão bem que resolvi contar. Acho que minhas irmãs vão gostar de saber/ler isso.

Conheci alguém, ou melhor, já a conheço há quase 4 anos, mas passei a conhecê-la melhor ultimamente. Trata-se de uma pessoa de quem eu já gostava, admirava, respeitava desde então. Mas é inegável que termos ficado juntos, e de uma maneira muito inesperada, não premeditada e nunca antes cogitada, tanto me surpreendeu quanto me encantou. Melhor mesmo, só o fato de que as coisas tiveram uma seqüência absolutamente natural e – até então – impensável. Curioso que hoje se tornou, pra mim, de impensável em indispensável.

Pronto, falei, azar. Piegas, me chamem, se quiserem. Mas um piegas feliz e contente com o que está acontecendo, com o jeito e o tempo com que está acontecendo, com o respeito e a parceria (êêê palavra importante essa!) que as coisas tem evoluído e com o quanto isso tudo está me encantando. Algo que, confesso, uns tempos atrás cheguei a pensar que nunca mais aconteceria.

Bem galera, agora é chegada a hora de ser menos intro e mais extrospectivo (se essa palavra existisse, é claro… mas vocês entenderam, né?) Estou falando isso porque afinal, é chegada a tão esperada hora da folia do Momo. Mais um ano se foi, mas um ano vem, mais uma vez temos o direito de extravasar a alegria contida e incontida, de expulsar a tristeza, de esquecer os problemas, de doar cinco dias e viver mágicas e lúdicas 120 horas de prazer.

É um tempo sem relógio, sem sapatos, sem contas, sem realidades, com fantasias, com música, com brincadeiras, com emoção, com suor e ritmo, com tolerância, com cheiro de festa, de folia, com amigos antigos, em busca de novos, com chiclete, com banana, com galera, com cheiro de amor, querendo que essa fantasia fosse eterna, reforçando o desejo de querer ver um dia a paz vencer a guerra e de só fazer se você fizer, com amor, com amor…