Archive for the ‘Jornalismo’ Category

Dois grandes sustos…

09/03/2009

Nesse momento está ocorrendo uma espécie de sequestro(agora sem trema) em um dos pontos nevrálgicos do centro de Porto Alegre. Um casal, supostamente proprietários de uma empresa prestadora de serviços à Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), mantém o presidente da concessionária do serviço público, Mário Freitas, como refém.

Divulga-se, a princípio, que a ação se deu em função do não pagamento – por parte da Corsan – de valores monetários referentes a obras iniciadas pela empreiteira, mas embargadas pela concessionária para auditoria. Informações preliminares apontam o nome do empresário Marcelo Vargas, um empreiteiro de Canoas, como possível agressor.

Fico pensando, se a moda pega, amanhã vocês ouvirão: Um gerente de agência do banco Real, invade apartamento em Porto Alegre e mantém refém o proprietário do imóvel. O bancário estaria armado e exigindo o pagamento das dívidas do morador Rodrigo Oliveira, junto à instituição financeira.

Mas o pior de tudo não foi isso. Enquanto ouvia a cobertura do “sequestro”, fui ao banheiro e me enxerguei no espelho. Lá estava eu, escovando os dentes do Nuno Leal Maia. Susto!

Céus, como me nasceram tantos cabelos brancos de ontem para hoje? Não encontro respostas para isso. Pois bem, vou ter que partir para a química, creio. Medo!

Bom, agora acaba de ocorrer o desfecho da “cobrança a domicílio” na Corsan. Ficou tudo certo com refém, policiais e agressores. Vou aproveitar e sair correndo daqui, necessito urgentemente de cosméticos. Preciso fazer algo para que amanhã não me veja escovando os dentes do Walmor Chagas. Pavor!

Anúncios

Esse foi o meu discurso de formatura…

14/01/2009

 

Boa noite gente, e prometo, serei breve. Afinal de contas, as recepções nos esperam!

 

Eu queria começar dizendo que BEM MAIS do que indivíduos, somos e formamos uma SOCIEDADE. E assim sendo, precisamos defendê-la e buscar melhorá-la, SEMPRE! A nossa profissão é, além de propícia, FUNDAMENTAL para isso. E dessa maneira devemos usá-la e honrá-la. Mas não vim aqui fazer apologia a profissão. Nem, muito menos, ensinar formas e técnicas – quem sou eu para isso? –  a bacharéis regidos pelas batutas de tão sábios maestros.

Vim apresentar aos senhores, familiares e amigos dos formandos, histórias que talvez vocês não saibam ou não lembrem. Mas que eles jamais vamos esquecer. Algumas pérolas foram vividas por nós nesses últimos quatro anos de convívio acadêmico, barêmico, gastronômico, etílico e – agora por último – monográfico.

Dia primeiro de março de 2005 foi a aula inaugural da turma “regular” que se forma hoje. Na mesma sala estavam reunidos calouros dos três cursos PP, RP e Jornal. Que o Luiz nem sabia o que era. Daquela primeira gargalhada pela mancada do colega até chegar a esse púlpito, parece que o tempo passou voando. Começamos a faculdade brincando de procurar pessoas com coisas em comum numa aula de estética ou história da arte. Logo veio o tempo de se achar, de formarem-se os grupos, afinidades, panelinhas.

Algumas aulas torturantes, isso também fez parte, como não? Mas todas ótimas. O laboratório de jornalismo botou logo nossa cara na tela e nossas vozes no rádio. Era gente andando pra lá e pra cá no saguão tentando decorar o texto para os boletins. Algumas lendas foram se construindo. O medo da professora Finger, nóóóóssa, aula de televisão? E logo com ela? Veio o primeiro stand up, e o colega lança:

Morre! Jorge Savala Gomes, o PALHAÇO Carequinha. Risadas incontidas de alunos e a professora tentando não rir junto.

E as fotos? Quem achava que fotografar era mostrar a família abraçada atrás do bolo de aniversário tremeu diante de um certo professor Sempé, mas com uma cabeça e um olhar fotográfico privilegiados.

Mas nem só de medos e graça vivemos esses quatro anos. Muito menos houve uma relação distante entre mestres e discípulos. Teve colega que após cirurgia recebeu visita do Elson e do Júlio Cordeiro. Obrigado, mas não contem pra ninguém que eu estava com aquela camisola ridícula de hospital que deixa a bunda de fora.

Tivemos AULAS da profissão, mas LIÇÕES de vida. Não tinha mais jeito, como manter distância de colegas que depois da festa, às 6 da manhã, procuram desesperadamente um rádio dentro da bolsa para ouvir um programa sobre agricultura?

Ou de quem não cansa de propor um strip-poker? (Tranqüilizem-se pais de alunas, nunca foi realizado.) E de quem só come batata e queijo? Ou da que dorme dentro de banheiros em festas? Então fundamos o Sindicato da turma, com sede própria e tudo. Fez-se lá o amigo secreto com presente mais surreal da história, um rato branco.

E como não se aproximar de mestres como o sarcástico Vítor, do amigabilíssimo Fabian, da meiga Aline, do Marquinhos e suas histórias, do supremo mestre Leonam? E de outros tantos… Criamos então o projeto Prof. Mestre Cuca e fizemos professores cozinhar para alunos. As vezes aprendíamos mais numa noite dessas do que em um semestre de aula.

Tivemos cadeiras aos sábados pela manhã, algo insalubre e desumano! Professora Magda, é preciso reconsiderar! Programamos viagens que não realizamos, fizemos filmes com dedos nervosos, brigamos a respeito dos convites dessa solenidade, entrevistamos camareiras de motel, vimos a Letícia beber e perguntar: É assim que vocês ficam?

Tivemos colegas que lanchavam em lugar misterioso e até hoje desconhecido. Conhecemos a pressa de ir embora personificada na pessoa da Carla e da Vanessa. Aliás, elas estão aí ainda? Houve boato pós-festa que só se tornou verdade anos depois. Inventamos uma nova unidade de medida, a Ana Paica. Passamos noites acordados escrevendo as monografias. Há quem diga que isso não rende boas histórias, e talvez não renda mesmo, mas podem ter certeza, enraíza ótimos conhecimentos.

Bom, agora somos jornalistas, e mesmo que precisemos procurar emprego, pagar o aluguel, contas e mais contas… não deixemos que isso e que a “linha editorial” de nossa empresa ou publicação tire da gente aquela tesão que nos trouxe até aqui. A tesão pela notícia, pela verdade, pela defesa do que é certo, ético e justo. E não esqueçam, se passamos em mídia e recepção, somos capazes de tudo!

Obrigado colegas, um forte abraço, e muito boa sorte pra todos nós!

Marcas criadas a ferro e fogo

10/10/2008

Eu precisava produzir uma crônica para uma revista, algo editorialmente mais sério e científico, eu acho. Mas não consigo fugir muito de mim mesmo, ou seja, do escracho, da ironia e da tentativa de fazer alguma graça. Talvez o encomendador não ache o tom do texto adequado para a linha editorial da publicação, mas acho que pra cá ele se aplica…

 

Quero escrever sobre o gaúcho, mas não estou me referindo ao gaúcho de fato e de direito, ao cidadão nascido na mais meridional das unidades da federação. Estou falando dele, do gaúcho, daquele que você – e o mundo – conhecem bem. Falo do homem especial, diferente, bravo, forte e valente que habita, não só o chão de onde as façanhas servem de modelo a toda terra, mas também o imaginário dos pampeanos de toda essa querência amada do céu de anil. E mais, que se espalha, derrama e espraia, como diria um bigode balançante, para além dos recortes geográficos do Mampituba.

Esse mito simbólico e intangível povoa e inunda, com toda a justiça, de gauchismo cidadãos desde o Oiapoque, passando por Cariri do Tocantins – que em Cariri do Tocantis todos devem ser muito tocados pelo gauchismo, é claro – e chega ao Chuy. Quem dirá então ao Chuí. Pois esse Super-homem pré e pós-moderno, tem como seu mais íntimo companheiro, o cavalo. A adaga, a guaiaca, a cuia, a bomba, a chaleira e a chinoca – que alguns forasteiros costumam tratar, desavisadamente, de mulher – até têm certa importância, mas nada comparado ao seu fiel escudeiro, o cavalo.

O cavalo tem para o gaúcho uma importância e uma exclusividade capaz de fazê-lo acreditar – o gaúcho, é claro – que a qualidade do seu animal é única. E, sempre, melhor do que a de qualquer outro cavalo existente. O gaúcho, na verdade, faz com a imagem do animal, o que a partir de algum ponto obscuro da história, se fez com a imagem do próprio gaúcho. O gaúcho tem, ou pode ter, muitos cavalos, mas todos eles têm um cavalo que é o seu cavalo. Algo como a bolita joga dos meninos ou o conjunto de cinco Marias das meninas.

Uma vez eleito melhor cavalo da tropa, o animal – estou falando do quadrúpede – passa a ser o que, na música, seria chamado de cavalo de trabalho. Ele é pau para toda obra, é o cavalo de montaria, de serviço, o cavalo da lida do campo – que todo gaúcho vive no campo – como se sabe. O homem gaúcho acredita, pois sabe – e tem toda a razão – que esse cavalo é soberano. Sim, é. E todo “cavalo de lida” – vamos chamá-lo assim para evitar problema com as gravadoras – tem direito a nome próprio.

Chegar ao posto de cavalo de lida não é fácil, o irracional precisa provar ao outro que é mesmo especial. O quadrúpede precisa ser tão forte, valente e único, quanto o mega-homem que maneja suas rédeas. Pensando na unicidade e na onipotência – que só o seu cavalo tem – todos os gaúchos dão o exclusivo nome de Pingo, aos seus fiéis companheiros. Nome tão diferenciado quanto suas funcionalidades para o gaúcho. Aliás, as mesmas exercidas pelos cavalos há milênios pelos quatro cantos da terra onde as condições de clima e relevo favoreceram o uso deles pelo ser humano.

Mas no Rio Grande é diferente. Aqui no Rio Grande os cavalos têm mesmo um papel fundamental, único, diferente e inovador. Como nunca em lugar algum. Olha, fosse Vinícius de Moraes um gaúcho – e crêem alguns, pela genialidade do Poetinha, deveria ser! – sua célebre frase sobre a amizade teria sido: O uísque é o melhor amigo do homem. O uísque é o cavalo engarrafado.

A supervalorização e a crença do gaúcho em abstratos e intangíveis signos, fizeram que ele criasse e acreditasse numa marca superior também para o eqüino. Bobagem. O cavalo está para o gaúcho exatamente como o jegue está para o nordestino. E lá se dedica o devido valor ao simpático animal. Teve jegue que rendeu filme brasileiro premiado em Cannes. Porém, no nordeste, parece que o valor do bichinho não vai além do real. No sul vai! Em contrapartida a fidelidade do gaúcho para com o cavalo não é tão grande quanto a do bicho com ele. Basta ver a marca de propriedade feita a ferro e fogo do primeiro sobre o segundo.

Pensando bem, o cavalo no Rio Grande do Sul deve mesmo representar muito mais do que representou a todos os povos que se utilizaram – da mesma forma que os gaúchos – dele. Talvez isso seja realmente verdade. Se no Rio Grande se acredita que o homem gaúcho tem um papel e uma representação maior do que qualquer outro homem ao largo da superfície terrestre, porque não se deveria acreditar que o cavalo também tem? O que se espera é que, ao menos o animal, saiba que nenhuma das duas coisas é verdadeira.

Mais uma da série: Antes tarde do que depois!

30/06/2008

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta (Segundo Ato)

Infelizmente só consegui ir ao espetáculo no Domingo, último dia em que era apresentado em Porto Alegre. Sim, porque se eu tivesse visto antes, teria voltado nos dias seguintes. A qualidade musical e visual da montagem é realmente impressionante. Todas as sessões contaram com platéia numerosa e repleta de presenças ilustres. Um sucesso de crítica e público.

Nesse dia, por exemplo, a autora da peça veio do Rio de Janeiro para assistí-la no maravilhoso teatro São Pedro. Aliás, aproveitando o ensejo, parabéns a ela: Rosa Maria Araújo. Outra presença, sempre destacável, é a da “Dona” Eva Sofer. Eterna responsável pela nossa mais célebre sala de espetáculos.
Até a roqueira Kátia Suman foi curtir as marchinhas… é vero!
Ah, e também estava lá o Luís Fernando… veríssimo!

Mas bem, vamos ao show. O Segundo Ato abre as cortinas para mais cinco blocos onde as canções estão agrupadas pelos seguintes assuntos:
Fazendo História, canta a temática nacionalista com críticas, elogios e muita ironia. Entre as seis canções estão Calma no Brasil, Se eu fosse GetúlioHistória do Brasil.
Comes e Bebes, o título dispensa apresentações e, das cinco músicas, mostra coisas do tipo Prato Fundo, Saca-rolha e Turma do Funil.
No trecho mais charmoso do musical, o figurino usado nas cinco marchas seguintes abrilhantam
O mundo passou por aqui, com Cadê Mimi?, Touradas em Madri e Chiquita Bacana.

Agora saem os músicos e entra em cartaz o segundo vídeo da noite, A marchinha e o carnaval. Na trilha, Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa. Além de Balancê, do Braguinha e Alberto Ribeiro. Volta o elenco e começa a me angustiar a idéia de que o espetáculo se encaminha para o fim. Gostaria que aquilo durasse o resto do domingo inteiro!

Tipos e Preconceitos, segue tratando de brincar e mexer ainda mais com o público das confortáveis e impecáveis cadeiras do São Pedro. No repertório de dez números temos, Linda Morena, Mulata iê-iê-iê, Nós, os carecas, Maria Sapatão, Linda Loirinha, O teu cabelo não nega e a contagiante Cabeleira do Zezé.
Carnaval, vem para fechar o show com 13 marchinhas encadeadas numa seqüência de trazer euforia e tirar o fôlego. O bloco inicia pedindo Ó abre-alas, segue com Pierrô apaixonado (e lá estava eu), a linda Marcha da quarta-feira de cinzas, a clássica e emocionante Máscara negra, as alegres e divertidas Pirata da perna-de-pau, Marcha da cueca, Pó de mico, Mamãe eu quero e Marcha do cordão do Bola Preta.

O teatro já transpira carnaval, algumas lágrimas e muitos sorrisos percorrem rostos, colorem almas. A música que dá nome ao espetáculo, Sassaricando, encaminha o encerramento e prepara o grande final, que nos brinda com Marcha do remador e Cidade Maravilhosa.

Absolutamente todos os presentes aplaudem de pé – com justificado denodo e demora reverencial – o valioso elenco!

Uma pena, mas era finito.

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta

17/06/2008

Trata-se de uma peça teatral, na verdade um musical, que – como sugere o título – canta, mas também dança e interpreta, as marchinhas de carnaval nascidas no Rio de Janeiro dos anos 30, 40 e 50. Todas eternizadas na identidade do povo e da cultura nacional. No elenco estão, maravilhosamente bem, diga-se de passagem, os cantores/atores Eduardo Dussek, Soraia Ravenle, Alfredo Del-Penho, Ivana Domenico, Juliana Diniz e Pedro Paulo Malta. Na obra de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral, com direção de Cláudio Botelho.

O espetáculo – e não há palavra melhor para descrever a produção – remete ao público uma gostosa viagem no tempo ou no imaginário. O cenário, os figurinos, a projeção de imagens da época, enfim, a aura de magia remonta aquele período. Tanto para os que o viveram, como embala os mais jovens ao exercício da construção das imagens, climas e ambientes que seus pais ou avós tantas vezes recordaram saudosos em suas cadeiras de balanço pelos alpendres das nossas infâncias.

O show é dividido em dois atos. Onde o repertório é argutamente agrupado por assuntos. No primeiro, os cinco blocos transitam por temas como:

Comportamento, que tem Maria Escandalosa, Seu Cornélio e Sassaricando, além de outras nove marchinhas.
No Entre quatro paredes o ânimo da platéia já está em alta e aparecem Aurora (de Mário Lago e Roberto Robeti), Cadê Zazá?, e a clássica Bandeira Branca (de Max Nunes e Laércio Alves), além de outras cinco.
Em seguida os pés, incontrolavelmente, batem no chão e as mãos coçam para bater palmas com o bloco:
De onde vem o dinheiro?, que traz Yes, nós temos banana, Barnabé, Cantores do rádio (de Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro) e mais sete músicas. Notem o nome deste último bloco… Curioso como 1940 ainda é atual nos dias e na política de hoje.

Nessa hora os cantores saem de cena e entra o primeiro vídeo. Na trilha, Marcha da quarta-feira de cinzas, composta por nada menos do que Carlinhos Lyra e Vinícius de Moraes. O trailer serve de enganche para a série seguinte:

Cidade que me seduz, onde todo o teatro já canta, bate palmas e dança nas poltronas dez inesquecíveis marchas, entre elas: A lua é dos namorados, Pastorinhas (de Noel Rosa e João de Barro), Vai com jeito, Alá-lá-ô e Tomara que chova.
Para fechar o primeiro ato, o tema é:
Padecer no paraíso, que reserva aos animados ouvintes sete  canções, entre as quais estão Daqui não saio, Seu condutor (de Alvarenga, Ranchinho e Herivelto Martins), e Vagalume.

Sobre o segundo – e melhor ainda – ato, eu conto num próximo post…

Clique aqui para ouvir as músicas do show

Nosso curta! (primeira diária, tomada um)

10/06/2008

Bem, dias atrás eu contei aqui que estaríamos fazendo um curta metragem.

Abre parêntese

Esse “estaríamos” ali de cima não é o plural majestático usado pelos jogadores de futebol. É que, junto comigo, estão meus colegas da cadeira de Cinema II do curso de Jornalismo da Famecos, Puc-RS.

Fecha parêntese

Pois o fizemos, ou melhor, o iniciamos. Foi interessante, curioso e difícil. Nosso filme é sobre o dilema vivido por um jovem rapaz contra o qual a namorada insiste em, digamos assim, praticar o toque retal.

No pupular… aterramento!

Ele estava vivendo com a namorada e ela, além de ninfo, tem adoração por tal prática. Já ele…

O intrépido enredo levou o protagonista a buscar conselho com os amigos, na verdade, a dividir com eles a sua angústia. Tornando a situação, de inusitada, em cômica. E dando a ela contornos de drama ao longo do roteiro.

Mas quem nunca esteve num set de filmagem e nem viu um filme sendo preparado, não faz idéia da complexidade da produção. O capricho e os cuidados com detalhes são uma necessidade.

[continua…]

Horrores fronteiriços

21/05/2008

Não que seja difícil encontrar notícias chocantes no Brasil, mas em meio a tantas manchetes de roubos, rombos e dos arroubos midiáticos de políticos nas cpi’s esferas afora… estou especialmente estarrecido, tocado, penalizado e compadecido com duas infelizes ocorrências além-aduaneiras.

A primeira é de extrema surpresa, e, mais do que isso, susto. Medo, talvez. A barbárie que apresenta e representa, horrorizaria por si só. Pois não bastasse isso, aterroriza ainda mais por ter partido de quem, tão inberbemente, partiu:

http://www.clarin.com/diario/2008/05/19/um/m-01675429.htm

(Aos preguiçosos, um resuminho traduzido: Dois irmãos, um de sete e outro de nove anos, assassinaram uma menina de pouco mais de dois. O cadáver foi encontrado num terreno baldio por crianças que jogavam futebol nas redondezas. O corpo havia sido golpeado com um pau, tinha um cabo amarrado no pescoço e estava nu. O crime bárbaro gerou protestos dos vizinhos, provocando conflitos entre populares e a polícia.)

Outra fatalidade, também ocorrida em bairro extremamente pobre, assolou o país vizinho na madrugada de hoje. O sinistro foi, agora, de caráter acidental, mas não menos pesaroso. E por mais que eu tente, me sensibiliza e entristece de forma profunda. Ocorrência assim torna cinza o mais luminoso dos dias, quem dirá um dia já cinza, como o dessa manhã Portoalegrense.

Muitas coisas me incomodam nisso tudo, mas me é torturante a inevitável presença da imaginação do pavor a que essas crianças foram submetidas. O medo, a dor, a impotência e a resignação que tiveram de assumir. O que me trouxe a lembrança da tragédia ocorrida em Uruguaiana anos atrás. Suplícios difíceis de entender e impossíveis de aceitar.

http://www.clarin.com/diario/2008/05/21/um/m-01676948.htm

(Aos preguiçosos, um resuminho traduzido: Cinco irmãos, com idades entre dois e 13 anos, morreram carbonizados num casebre em La Plata. Um menino de 11 anos foi resgatado e está internado em estado grave. As causas do incêndio estão sendo investigadas, mas se presume que as crianças estavam sozinhas em casa.) 

Ventilador nada… TURBINA!

19/05/2008

Nesse momento o ex-secretário de Segurança Pública do estado do Rio Grande do Sul, Enio Bacci, presta depoimento na CPI do Detran.

Lembro do tempo em que se dizia: Fulano jogou a merda no ventilador!

Pois o que Bacci está fazendo humilha até o mais forte dos “turbo master” da Arno e a mais fétida das fezes imagináveis.

Eu diria que o dispositivo utilizado pelo mandatário deposto, e atual deputado federal, foi uma turbina atômica… e serviu para jogar bosta, de estado pastoso e fedorento, num raio que abrange da Praça da Matriz até o alto do bairro Vila Jardim, onde se localiza a humilde residência de R$ 700.000,00 (quantos zeros, não?) da Governadora Yeda Crusius.

Ahhh… R$ 400.000,00 dos quais teriam sido pagos por Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda ao governo do Estado e empresário beneficiado em contratos superfaturados fechados sem licitação entre o Governo do estado e o Detran-RS.

 

O homem não se separa de quem ama!

14/05/2008

Rodrigo Alves de Oliveira existe, para tristeza de muitos e felicidade dele mesmo, há mais de 32 anos. Nasceu às 18:01h de um sábado, segundo ele “hora de se aprontar pra festa”, na cidade de “Guaíba, berço da Revolução Farroupilha”, como ele mesmo faz questão de falar. Aliás, o fato de nascer é emblemático para Rodrigo, que sempre diz ter sido uma das coisas mais importantes de sua vida. Afinal foi naquele 29 de novembro do ano de 1975, um dia depois da morte de Erico Veríssimo, exatamente às 18h02min que ele percebeu sua primeira grande paixão:

“Sniff, sniff, buá, buá, buá…” – informava ele, através do pranto.

Recém chegado ao mundo e sob pleno regime de ditadura militar no Brasil, não se achou imparcial o suficiente para ser capaz de julgar a tapa que levara do médico. Mas sentia que precisava informar a cada pai e mãe “grávidos” sobre o que se passaria na sala de parto quando seus rebentos rebentassem. Já notadamente influenciado por Mário Quintana e Chico Buarque, até hoje é seguidor de ambos.

Entretanto, na oportunidade etária tradicional de ingressar na faculdade, nosso protagonista estava apaixonado e sonhando com outras prioridades. Que, de preferência,  se equilibravam sobre longas pernas, delicados saltos altos e debaixo de cabelos longos. Resolvido, deixou para depois a paixão original, e convicto, entregou-se à esbórnia. Foi um período intenso, faceiro e de irrefutáveis memórias.

Logo depois, pessoalizou e individualizou sua paixão, transformando-a em amor e dedicando-se à monogamia (monogamia rima com monotonia, seria coincidência?). Mas quem diria, ferido por ela, a fera caiu. E estava difícil levantar. Para conseguir teve que buscar forças e ir ao encontro da sua verdadeira, primeira e sanguínea paixão.

Hoje, juntos desde março de 2005, consolidaram e vivem bem mais do que uma paixão. Transformaram aquele fogo, aquela atração, em verdadeiro amor. Amor sublime, sincero, verdadeiro, infindável como todo amor, e altruísta. Rodrigo não espera retorno, não quer se locupletar de seu amor. Tampouco acha que tem muito a oferecer, mas sabe que não quer – e nem pode – viver separado dela.

Rodrigo trabalha com eletrônica, numa operadora de telefonia celular. Talvez nunca venha a exercer a profissão que tanto ama. É possível que ela jamais desfrute do que ele teria para oferecer, mas eles vão assim, lado a lado num eterno amor, num namoro que jamais vai acabar. Estão, agora, de casamento marcado para o dia 9/jan/2009, quando ele se forma às 21:00h, no prédio 41 da PUC do Rio Grande do Sul, em Jornalismo.

Os frutos dessa união, senhoras e senhores, podem se consumar nas folhas do seu jornal, nos pixels de fotos, nos bits das telinhas ou nas maravilhosas e mágicas ondas do rádio. Ou pode ser que não, que esse casamento não receba as bênçãos do mercado de trabalho. Mas uma coisa é certa, entre esses dois, nunca mais vai haver separação!

Fazendo arte!

13/05/2008

 

Não, não estou falando de peraltices infantis e nem propagandeando o nome de alguma creche ou pré-escola. O que acontece é que estamos fazendo, para a cadeira de Cinema II, um curta metragem.

 

É…, isso mesmo, um filme! A realização inclui elenco profissional, trilha sonora autorizada, roteiro, produção e direção. Eu assino, ou assinarei, o roteiro e a direção. (pobres atores, técnicos, colegas e espectadores!)

 

E acreditem, caros cyberleitores, a coisa tá ficando bem legal. Ontem tivemos o primeiro ensaio com o elenco. Ainda é cedo pra se ter certeza, mas acho que pode funcionar. O certo é que só desse tempinho lidando com esse filme, já surgiram mais duas ou três histórias que filmografei aqui nessa minha louca caixola. Quem sabe???

 

Bem, a sétima arte que me perdoe, mas vou acometê-la de mim!

 

Sexta-feira iniciaremos as gravações. Aguardem e saberão, por aqui, como as coisas andam. Só espero que a indústria da pirataria se encarregue de nos tornar mais um fenômeno de mídia e de bilheteria.

 

Até mais… na calçada da fama!!! (e não estou falando da Padre Chagas)