Archive for the ‘Momento gilete no pulso’ Category

Reconhecimento

20/01/2011

Conheciam-se já, desde quatro anos antes… mas conheceram-se mesmo, nos últimos dois.

Nesse tempo, tudo que passaram, o que estão vivendo e sentindo… mas, principalmente, tudo que ainda está por vir, deverá ser enfrentado exatamente como fizeram até agora: juntos, solidários e cúmplices.

Pois assim, hoje, depois de 27 meses, podem orgulhosamente dizer que, reconhecem-se.

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Quase aniversário…

24/05/2010

Hoje abri meus e-mail’s e lá estava um aviso de comentário feito neste blog. Surpreso, fiquei.

Acho que talvez nem eu mesmo lembrasse da existência desse espaço, um humilde endereço eletrônico escondido na combinação inteclada das infindáveis combinações possíveis. Cá jaz, esquecido nas lembranças e perdido no universo dos códigos binários armazenados nos mais remotos servidores www afora.

Como é curiosa, aliás, essa mídia internet. Ao mesmo tempo que esse blog vive seu anonimato internético e até mesmo seu abandono autoral, está vivíssimo e escancarado ao mundo. Acessível a qualquer distância geográfica, cultural, temporal e afetiva. E já que ele aqui – e aí, e lá – está, porque será que eu passei a não mais fazer uso desse rapazinho?

Acho que nesse quase ano que não me relacionei com o blog, não cheguei a sentir falta dele. Tampouco outras pessoas devem ter sentido. Taí algo que vou ficar me questionando nos próximos dias: Porque ter um blog? Porque os tive, e deixei de dar atenção a eles? Quem precisa de quem, eu dele ou ele de mim?

Talvez os blogs verdadeiramente sirvam de bengala aos seus autores. Algumas vezes, em outros tempos, acho que sem eles eu realmente cairia. Bem, fato é, que nos reencontramos. E agora que ando bem sem ele, por consideração e agradecimento, acho que está na hora de retribuir.

Quem sabe nos vejamos mais… eu e ele… vocês e ele… e por conseqüência, vocês e eu… Apesar de achar que, no fundo, isso tudo é simplesmente para fazer com que nos vejamos mais… eu e eu!

Vou indo, está na hora da audição comentada do disco Sem Destino, do Luiz Tatit. Fica a dica, o cara é excelente compositor. Amanhã (ou um dia) eu conto como foi.

Jóia rara da música popular nacional

28/05/2009

Lá estava eu, dirigindo rumo ao trabalho. Erguia-se a manhã da quinta-feira no Porto que me faz Alegre, quando, por um erro de comando, o rádio foi parar na sintonia da Farroupilha!

Após alguns instantes ouvindo a participação de uma ouvinte que demonstrava não ter nenhum compromisso com o idioma de Camões, e que entrara no ar, ao vivo, por telefone… o apresentador decidiu me brindar com essa pérola:

http://vagalume.uol.com.br/ricky-vallen/vidro-fume.html

No cantinho superior direito há um link para o aúdio e vídeo da obra!

Vale a pena…

O umbigo e folia…

17/02/2009

Não tenho tido tempo para escrever. Tempo, ah o tempo… Saudade do tempo de ter tempo. Mas a minha falta dele é um problema só meu, não é mesmo? Tanto que as cobranças e reclamações por “estar deixando”(by Call Centers) as teias de aranha tomarem conta aqui do barraco, não se aplacam por isso. Então voltei.

Como estou sem muita inspiração para fazer piadas ou produzir textos criticosos à política/economia mundial, nacional, ou mesmo aqui dos confins tupiniquins, onde se mostra a face da corrupção… já que, tampouco, estou interessado em dividir minhas raivosas referências à Free-way congestionada e ao 3-6-1 do Roth… ao patético Bial e seu – mais patético ainda – programa de fofoca e vazia observação da desinteressante vida, de gente mais desinteressante ainda… como não pretendo espumar branco ao refletir sobre o relacionamento da menina monstro Malu Magalhães com o Dromedário, e a respeito do inexplicável sucesso dos pastores travestidos de cantores(ou vice-versa) Vítor e Léo… preferi, num rompante de umbigocentrismo exacerbado, falar de mim! O que, convenhamos, é um tema muito mais relevante e importante! Ao menos para esse que vos escreve.

Talvez o “como anda minha vida” que farei daqui por diante interesse muito menos a vocês do que as bundas desfilantes, os peitos emborrachados e os baixos QI’s imperantes na piscina e nas festas da casa mais vigiada no Brasil da poderosa número 1 do Ibope. Porém, por pura incapacidade “cultural”, já que não tenho conhecimento para opinar sobre o que realmente importa no BBBrasil, vou contar o que tem acontecido comigo. E ah, a minha vida, apesar de tão desinteressante quanto a dos “nossos heróis”(???), vocês podem espiar à vontade! E sem pay-per-view.

Estive, como todos bem sabem, estudando Jornalismo nos últimos 4 anos. Formei-me no dia 9 de janeiro (role mais abaixo a página, dê-se ao trabalho de ler o próximo post e conhecerás o meu discurso de formatura). Também já é conhecido da maioria (que ainda assim é uma minoria, já que isso aqui é muito pouco lido mesmo) que trabalho numa área nada a ver com o Jornalismo. Portanto, há anos me consterna o fato de saber, profissionalmente falando, pra onde vai minha vida… Pois bem, sigo sem saber!

O certo é que concluí uma etapa que nasceu como um desejo, uma descoberta de vontade e consolidou-se como a certeza de uma vocação. Depois, mais do que isso, virou uma obsessão pelo saber, um sonho pelo fazer e uma promessa a ser cumprida. A mim mesmo e ao meu pai, a quem prometi que um dia concluiria a faculdade. Essa parte está completa e está contada.

No mais, a vida é feita de muitos outros fatores, mas já está muito grande esse post e a modernidade diz que textos grandes não são lidos. É gente, os escritos agora não são mais avaliados ou apreciados pela qualidade (e não que esse tenha alguma), atualmente eles são lidos, ou não, pelo seu tamanho. Pasmem!

Abre parêntese. Descobri, ontem, que tem uma espécie de blog – o Twitter – que está fazendo um sucesso febril na grande rede mundial de computadores. Porque os post só podem ter, no máximo, 140 caracteres. Fecha parêntese.

Enfim, considerando tudo isso, vou comentar sobre uma das tantas outras partes importantes da vida da gente, a dos sentimentos. E sim, falo pouco deles aqui. Na verdade acho que nunca falei. Certa feita tive um outro blog e falava demais neles, achei que ficou meio piegas e parei com aquilo. Só que agora, sei lá, estou tão bem que resolvi contar. Acho que minhas irmãs vão gostar de saber/ler isso.

Conheci alguém, ou melhor, já a conheço há quase 4 anos, mas passei a conhecê-la melhor ultimamente. Trata-se de uma pessoa de quem eu já gostava, admirava, respeitava desde então. Mas é inegável que termos ficado juntos, e de uma maneira muito inesperada, não premeditada e nunca antes cogitada, tanto me surpreendeu quanto me encantou. Melhor mesmo, só o fato de que as coisas tiveram uma seqüência absolutamente natural e – até então – impensável. Curioso que hoje se tornou, pra mim, de impensável em indispensável.

Pronto, falei, azar. Piegas, me chamem, se quiserem. Mas um piegas feliz e contente com o que está acontecendo, com o jeito e o tempo com que está acontecendo, com o respeito e a parceria (êêê palavra importante essa!) que as coisas tem evoluído e com o quanto isso tudo está me encantando. Algo que, confesso, uns tempos atrás cheguei a pensar que nunca mais aconteceria.

Bem galera, agora é chegada a hora de ser menos intro e mais extrospectivo (se essa palavra existisse, é claro… mas vocês entenderam, né?) Estou falando isso porque afinal, é chegada a tão esperada hora da folia do Momo. Mais um ano se foi, mas um ano vem, mais uma vez temos o direito de extravasar a alegria contida e incontida, de expulsar a tristeza, de esquecer os problemas, de doar cinco dias e viver mágicas e lúdicas 120 horas de prazer.

É um tempo sem relógio, sem sapatos, sem contas, sem realidades, com fantasias, com música, com brincadeiras, com emoção, com suor e ritmo, com tolerância, com cheiro de festa, de folia, com amigos antigos, em busca de novos, com chiclete, com banana, com galera, com cheiro de amor, querendo que essa fantasia fosse eterna, reforçando o desejo de querer ver um dia a paz vencer a guerra e de só fazer se você fizer, com amor, com amor…

Tempos de amizade…

28/10/2008

Essa coisa de fim de faculdade tem me deixado bastante confuso, diferente e meio nostálgico por antecipação… Tô sentindo uma saudade pré-paga dos meus colegas, professores, da rotina acadêmica e dos trabalhos chatos, mas adoráveis. Como farão falta os prazos exíguos, mas ezeqüíveis, as festas, bares, amizades e a minha – talvez única – possibilidade de fingir pra mim mesmo que tenho convívio com o “mundo real” do jornalismo… Well…

Certo dia, nos devaneios de um bar ou algo do tipo, escrevi meio que de brincadeira, meio que de verdade… Divaguei meio sem pensar exatamente no que estava dizendo, eu acho. Mas agora eu vejo que as palavras que eu menos pensei e menos gostei, as que soaram até meio piegas e fizeram menos sentido, agora estão fazendo muito. Todo, eu diria! A elas:

Na batida triste(?) do Blues, na visita da saudade, na presença das ausências o que me consola é justamente a lembrança – nada blues – dos amigos de quem vou recordar “só enquanto eu respirar”…
Esteja o Apolinário onde estiver.
Saibamos, ou não, o que é RP, PP ou Jornal.
Saiamos vestidos de blusão e casaco, ou nus!, depois do tão sonhado strip poker.

Beijão… e se esquecerem de mim, lembrem – ao menos – que de você, eu não!

Escrito, sabe-se lá quando, em um guardanapo barato… bem típico dos lugares que frequentamos, sabe-se lá porque, e que foi encontrado agora. Tinha ficado perdido no bolso de uma calça sem uso. Ah, os presente eram os amigos Andressa, Luiz Felipe, Vivian e Tiago.

P.S.: Faltaram muitas pessoas importantes que farão tanta falta quanto os citados, mas que não estavam lá no dia, por isso não apareceram ali.

Sobrinha…

03/09/2008

Oi pessoa querida…

Que bacana receber um e-mail de uma sobrinha que se ama muito muito muito³, e:

-Que se pegou no colo.
-Que se viu dar os primeiros passinhos desengonçados, só de fralda descartável (sumindo no meio das pernocas gordinhas).
-Que se segurou no colo e encheu os olhos d’água quando ela tinha seis meses e chegou de volta de Rondônia, com bochechões enormes e enrolada num “saco-de-dormir” (que eu mesmo dei de presente).
-Que encheu o nosso coração de pena quando esteve com um gesso prendendo os movimentos do seu pequeno corpinho fofo quando quebrou a clavícula na praia (e nem por isso chorava, o anjo).
-Que um dia, dedinho em riste e dentinhos nascituros, disse: pa-pa-ííííí…
-Que dormiu durante quase toda a sua festa de um aninho.
-Que balançava os cabelos maravilhosamente lindos e cacheados do alto de suas duas chucas, mochila às costas, e abriguinho laranja-gritante chegando da escolinha.
-Que sempre se comportou, falou e ouviu com a maturidade de, pelo menos, 10 anos a mais do que realmente tinha.
-Que desfilou entre tímida e orgulhosa na passarela do clube da Riocell (naquele tempo ainda chamava assim… tu tá velha, hein?)
-Que esperava o tio louco chegar do serviço, entrar pro banho e depois que estava dentro do box, gritar que ela já podia entrar no banheiro pra ficar sentadinha na tampa do vaso conversando com ele.
-Que cuidou dos maninhos mesmo tendo seus tenros 10 aninhos de idade, sendo pra eles uma irmãe!
-Que queríamos levar ao médico pra saber pq não chorava, quando já tinha 4 meses.
-Que sempre demonstrou uma personalidade forte, mas um carinho e um coração muito molengo e bonito.
-Que quando a sua mãe deu a notícia da gravidez, eu já disse que seria menina e o dia exato que iria nascer. E nasceu!
-Que cresceu linda como sempre foi, por dentro e por fora.
-Que estudou aqui, ali e acolá. E mais importante, aprendeu muito. NUNCA o suficiente, nunca O bastante, mas já aprendeu bastante.
-Que cresceu mais e mais… e lógico, despertou olhares (pra meu ciúme, confesso).
-Que agora já é sócia do Grêmio, que aliás, “vai sair campeããããoooo”!!!
-Que tem juízo e determinações.
-Que ama a gente como a gente a ama. (e ai de ti que diga que não!)
-Que nunca, mas NUNQUINHA mesmo vai deixar de ser a MINHA sobrinhazinha, aquela que batizou a “vó Anguéca”, a “Shua”, o “Didi”, enfim, a minha, a nossa Chelle!

 Ufa… (adivinha se não chorei o tempo todo lembrando isso tudo)

 Mas o que eu ia dizendo é que é muito bacana receber e-mail dessa pessoinha agora do seu trabalho, com e-mail próprio, ramal, essas coisas… é meu amor, tu cresceu!!!

 Amada, que seja o “primeiro” de muitos, ou de poucos (Vai saber, né? De repente tu fica aí e vira diretora, te aposenta como Dona Dell. Hehehe…).

Pra mim o importante é que esse (ou qualquer outro trabalho) te faça bem, que te ocupe, que te sustente, mas acima de tudo, que te ensine, que te orgulhe, que te satisfaça como pessoa, como profissional, enfim, que te deixe feliz!

 Porque se TE deixar feliz, ME deixará também!

 Beijos muitos!!!

 Te amo, SEMPRE!

Assumindo…

01/07/2008

Fiz inúmeras coisas nessa minha vida, várias certas, algumas erradas. Muitas experiências foram gratificantes, outras nem tanto, confesso. De uma delas, sou obrigado a admitir, acabei desenvolvendo uma espécie de dependência química. É muito triste ter que aceitar e publicar isso, mas acho que é o primeiro passo que preciso dar em busca da recuperação. Reconhecer, para poder procurar e receber ajuda de quem é mais importante pra mim.

Por favor, gente, ajudem-me!!!

E para piorar, estive recentemente em São Paulo, fazendo um curso. Aliás, preciso contar isso… certo dia, indo para a Santa Efigênia, passei pela famosa e deprimente Cracolândia. Aquilo lá me assusta! Mas bem, o resto não preciso nem contar, né? Pois é. Depois dali ainda fui para o meu destino original, fiz compras e mais compras. Agora estou aqui, desembrulhando o último dos “produtos” que comprei, mas tinha deixado lá em SP, na casa de um amigo. Fiquei com medo de transportar na bagagem de mão e chamar a atenção da polícia, afinal – e evidentemente – eu não tinha Nota Fiscal do bagulho. Agora meu amigo veio a Porto Alegre, de carro, e me trouxe a “encomenda”.

Agora estou aqui, vítima de mim mesmo. Abastecido de “material” para embalar meu incontrolável vício. Bem, meu jeito destemido e um tanto quanto inconseqüente, acabou me fazendo flertar vezes demais com essa prática terrível. A freqüência desse flerte me levou ao vício. Minha sinceridade e minha coragem me autorizaram a contar e a pedir ajuda, espero que consiga me curar. Pois eu não estou suportando mais…

Preciso conseguir parar de estourar plástico bolha!

Um sábado, mais um… ou, menos um.

28/06/2008

Sentei na minha cozinha/balcão etílico, frio lá fora, dia cinza, depois do futebol, banho tomado, sozinho em casa, cerveja impiedosamente gelada no copo, alguns bons livros empilhados ao lado do computador, rádio ligado – como sempre – na inadjetivável FmCultura (107,7) que dispara:

Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você,
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo,
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza
Dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia,
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.
E tudo nascerá mais belo,
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris

Éh…

Mas bem, agora tenho que levantar e sair. Vou a Guaíba ver duas amigas impagáveis!!!
Com elas, seus respectivos maridos. Comigo, a vontade de ouvir, falar e aprender com a Virgínia e a Pati.
Será um daqueles encontros que deveria ser gravado. Pois não tem nada dito por elas que não mereça um texto, ou, ao menos, um espaço cativo na memória.
Aproveito ainda o raro momento de estar, com tempo, na minha maternal Guaíba – berço da Revolução Farroupilha – para chamar o louco do Fernando a comparecer também na tal sinuca. Quero poder dar-lhe um afetuoso abraço.
Então invocarei a atenção de todos eles para o fato de estarmos ali, de novo numa “noite” guaibense. Lugar onde todas essas amizades começaram, despretensiosas, irreverentes, mas naturalmente fluidias. E aquela impressão de que seriam eternas estão se confirmando certas há, pelo menos, 16 anos.

Por obséquio

30/05/2008

Se alguém me quiser ver morto:

Que se floreie, se anime,
se embeleze de alma, de música,
de humor, de poesia…
Apaixone-me, assim,
de si.
Então, de mim,
se tire.
Porque se for para matar-me,
por favor,
que seja de amor. 

Diferenças

23/05/2008

Teu corpo perfeito, preciso.
De preciso, no meu,
só a imperfeição.
Meus olhos,
azul celeste.
Os teus,
celestiais.
És o equilíbrio,
até nos desamores.
Eu, nem no amor.
Mas não te creio melhor do que eu…
Não por isso.
Por que assim entenderia?
Se, nessa hora,
até certo ponto,
o que mais quero…
É tristeza, loucura e desequilíbrio.