Archive for the ‘Saudade’ Category

Uma saudade que dói…

11/05/2016

E por domingo passado, e por sexta, por hoje, por amanhã, por sempre… e, depois, de novo!

Texto escrito um tempo depois de perder minha mãezinha. Era madrugada, estava num bar, sozinho, creio. Foi no Marinho, o antigo, fechado com grades, só para os de casa. Ele leu, chorou, meu amigo. Colocou no mural de curtiça que ficava na parede/biombo que escondia os banheiros…

Dias atrás meu amigo Tiago, do http://www.telhadotiago.wordpress.com me lembrou desse texto, aqui em Salvador.

Domingo eu que me lembrei dele. Todos os dias ele me é atual!

Aí está…

Preciso falar, você não precisa ler!

 

 

Nesses dias em que tudo… tv, rádio, vitrinas, pessoas e planos para o almoço de domingo são só dia das mães, dia das mães e dia das mães… a saudade dói:

 

 

Na manhã das minhas lembranças, mãnhas, pergaminhos, redemoinhos.

Minha mainha, cheirinho, cozinha, cominho. Rainha!

Agora, aqui… eu indo, vinho vindo. Sou niño, pequeno. Querendo ninho, pequeño, sonhar buenos sueños.

Idéias iam, vinham. Mundo duro, maduro, mauzinho.

Ir pro ninho, sozinho, tadinho. Melhor um gole, um barzinho! Não quero soninho, mundo mesquinho.

Só aquele colinho, onde os olhos se fecham, os sonhos caminham, ganham guarida, carinho.

 

Beijem suas mães por elas, por vocês… e por mim!

 

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E por falar em saudade…

07/05/2008

Texto escrito um tempo depois de perder minha mãezinha. Era madrugada, estava num bar, sozinho, creio. Foi no Marinho, o antigo, fechado com grades, só para os de casa. Ele leu, chorou, meu amigo. Colocou no mural de curtiça que ficava na parede/biombo que escondia os banheiros…

Dias atrás meu amigo Tiago, do http://www.telhadotiago.wordpress.com me lembrou desse texto, aqui em Salvador.

Domingo eu que me lembrei dele. Todos os dias ele me é atual!

Aí está…

Uma saudade que dói…

Na manhã das minhas lembranças, mãnhas, pergaminhos, redemoinhos.

Minha mainha, cheirinho, cozinha, cominho. Rainha!

Agora, aqui… eu indo, vinho vindo. Sou niño, pequeno. Querendo ninho, pequeño, sonhar buenos sueños.

Idéias iam, vinham. Mundo duro, maduro, mauzinho.

Ir pro ninho, sozinho, tadinho. Melhor um gole, um barzinho! Não quero soninho, mundo mesquinho.

Só aquele colinho, onde os olhos se fecham, os sonhos caminham, ganham guarida, carinho.

Beijem suas mães por elas, por vocês… e por mim!

Um simples sábado a tarde…

19/11/2007

À mesa, rigorosamente disposta diante de uma franca, ampla e envidraçada janela, estavam o copo de uma caipirinha feita com notado zelo. No prato, uma porção sincera de verdadeiros camarões gigantes. Logo a frente, um suporte cheio de guardanapos ensejou ao bom vivant o regozijo da escrita. Na cabeça, pouco. No coração, tudo! “Sozinho?”, perguntaria um desavisado que olhasse aquele jovem – ou nem tão jovem – a escrever. Não, sozinho não. Cabia a ele a bela companhia das ideias, das saudades e, por que não, cabia-lhe a companhia da solidão. O mar, que se avizinhava além janela, transmitia através de seu cristalino, em movimentos revoltos, uma paz que parecia não conter…