Archive for the ‘Show’ Category

Quase aniversário…

24/05/2010

Hoje abri meus e-mail’s e lá estava um aviso de comentário feito neste blog. Surpreso, fiquei.

Acho que talvez nem eu mesmo lembrasse da existência desse espaço, um humilde endereço eletrônico escondido na combinação inteclada das infindáveis combinações possíveis. Cá jaz, esquecido nas lembranças e perdido no universo dos códigos binários armazenados nos mais remotos servidores www afora.

Como é curiosa, aliás, essa mídia internet. Ao mesmo tempo que esse blog vive seu anonimato internético e até mesmo seu abandono autoral, está vivíssimo e escancarado ao mundo. Acessível a qualquer distância geográfica, cultural, temporal e afetiva. E já que ele aqui – e aí, e lá – está, porque será que eu passei a não mais fazer uso desse rapazinho?

Acho que nesse quase ano que não me relacionei com o blog, não cheguei a sentir falta dele. Tampouco outras pessoas devem ter sentido. Taí algo que vou ficar me questionando nos próximos dias: Porque ter um blog? Porque os tive, e deixei de dar atenção a eles? Quem precisa de quem, eu dele ou ele de mim?

Talvez os blogs verdadeiramente sirvam de bengala aos seus autores. Algumas vezes, em outros tempos, acho que sem eles eu realmente cairia. Bem, fato é, que nos reencontramos. E agora que ando bem sem ele, por consideração e agradecimento, acho que está na hora de retribuir.

Quem sabe nos vejamos mais… eu e ele… vocês e ele… e por conseqüência, vocês e eu… Apesar de achar que, no fundo, isso tudo é simplesmente para fazer com que nos vejamos mais… eu e eu!

Vou indo, está na hora da audição comentada do disco Sem Destino, do Luiz Tatit. Fica a dica, o cara é excelente compositor. Amanhã (ou um dia) eu conto como foi.

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Extra, extra…!!!

01/07/2008

Acabo de receber a confirmação de que estreiará hoje o filme que conta com a minha brilhante e ilustre presença no questin!

Será no auditório da Famecos, Puc-RS, prédio 7, primeiro andar, às 19:00h.

Roliuudi vai precisar se reestruturar e repensar formas de financiamento para a produção cinematográfica. Se eles quiserem me contratar, e vão querer!, terão de levar em conta que os cachês passam a trabalhar com cifras de outra ordem.

Está lançada a promissora carreira de Rodrigo Oliveira!

P.S.: Falando seriamente, acredito que não esteja nem no nível Zé do Caixão, mas que vai ser engraçado, vai!!!

Até lá…

Mais uma da série: Antes tarde do que depois!

30/06/2008

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta (Segundo Ato)

Infelizmente só consegui ir ao espetáculo no Domingo, último dia em que era apresentado em Porto Alegre. Sim, porque se eu tivesse visto antes, teria voltado nos dias seguintes. A qualidade musical e visual da montagem é realmente impressionante. Todas as sessões contaram com platéia numerosa e repleta de presenças ilustres. Um sucesso de crítica e público.

Nesse dia, por exemplo, a autora da peça veio do Rio de Janeiro para assistí-la no maravilhoso teatro São Pedro. Aliás, aproveitando o ensejo, parabéns a ela: Rosa Maria Araújo. Outra presença, sempre destacável, é a da “Dona” Eva Sofer. Eterna responsável pela nossa mais célebre sala de espetáculos.
Até a roqueira Kátia Suman foi curtir as marchinhas… é vero!
Ah, e também estava lá o Luís Fernando… veríssimo!

Mas bem, vamos ao show. O Segundo Ato abre as cortinas para mais cinco blocos onde as canções estão agrupadas pelos seguintes assuntos:
Fazendo História, canta a temática nacionalista com críticas, elogios e muita ironia. Entre as seis canções estão Calma no Brasil, Se eu fosse GetúlioHistória do Brasil.
Comes e Bebes, o título dispensa apresentações e, das cinco músicas, mostra coisas do tipo Prato Fundo, Saca-rolha e Turma do Funil.
No trecho mais charmoso do musical, o figurino usado nas cinco marchas seguintes abrilhantam
O mundo passou por aqui, com Cadê Mimi?, Touradas em Madri e Chiquita Bacana.

Agora saem os músicos e entra em cartaz o segundo vídeo da noite, A marchinha e o carnaval. Na trilha, Marchinha do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa. Além de Balancê, do Braguinha e Alberto Ribeiro. Volta o elenco e começa a me angustiar a idéia de que o espetáculo se encaminha para o fim. Gostaria que aquilo durasse o resto do domingo inteiro!

Tipos e Preconceitos, segue tratando de brincar e mexer ainda mais com o público das confortáveis e impecáveis cadeiras do São Pedro. No repertório de dez números temos, Linda Morena, Mulata iê-iê-iê, Nós, os carecas, Maria Sapatão, Linda Loirinha, O teu cabelo não nega e a contagiante Cabeleira do Zezé.
Carnaval, vem para fechar o show com 13 marchinhas encadeadas numa seqüência de trazer euforia e tirar o fôlego. O bloco inicia pedindo Ó abre-alas, segue com Pierrô apaixonado (e lá estava eu), a linda Marcha da quarta-feira de cinzas, a clássica e emocionante Máscara negra, as alegres e divertidas Pirata da perna-de-pau, Marcha da cueca, Pó de mico, Mamãe eu quero e Marcha do cordão do Bola Preta.

O teatro já transpira carnaval, algumas lágrimas e muitos sorrisos percorrem rostos, colorem almas. A música que dá nome ao espetáculo, Sassaricando, encaminha o encerramento e prepara o grande final, que nos brinda com Marcha do remador e Cidade Maravilhosa.

Absolutamente todos os presentes aplaudem de pé – com justificado denodo e demora reverencial – o valioso elenco!

Uma pena, mas era finito.

Sassaricando, e o Rio inventou a marchinha que o Brasil inteiro canta

17/06/2008

Trata-se de uma peça teatral, na verdade um musical, que – como sugere o título – canta, mas também dança e interpreta, as marchinhas de carnaval nascidas no Rio de Janeiro dos anos 30, 40 e 50. Todas eternizadas na identidade do povo e da cultura nacional. No elenco estão, maravilhosamente bem, diga-se de passagem, os cantores/atores Eduardo Dussek, Soraia Ravenle, Alfredo Del-Penho, Ivana Domenico, Juliana Diniz e Pedro Paulo Malta. Na obra de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral, com direção de Cláudio Botelho.

O espetáculo – e não há palavra melhor para descrever a produção – remete ao público uma gostosa viagem no tempo ou no imaginário. O cenário, os figurinos, a projeção de imagens da época, enfim, a aura de magia remonta aquele período. Tanto para os que o viveram, como embala os mais jovens ao exercício da construção das imagens, climas e ambientes que seus pais ou avós tantas vezes recordaram saudosos em suas cadeiras de balanço pelos alpendres das nossas infâncias.

O show é dividido em dois atos. Onde o repertório é argutamente agrupado por assuntos. No primeiro, os cinco blocos transitam por temas como:

Comportamento, que tem Maria Escandalosa, Seu Cornélio e Sassaricando, além de outras nove marchinhas.
No Entre quatro paredes o ânimo da platéia já está em alta e aparecem Aurora (de Mário Lago e Roberto Robeti), Cadê Zazá?, e a clássica Bandeira Branca (de Max Nunes e Laércio Alves), além de outras cinco.
Em seguida os pés, incontrolavelmente, batem no chão e as mãos coçam para bater palmas com o bloco:
De onde vem o dinheiro?, que traz Yes, nós temos banana, Barnabé, Cantores do rádio (de Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro) e mais sete músicas. Notem o nome deste último bloco… Curioso como 1940 ainda é atual nos dias e na política de hoje.

Nessa hora os cantores saem de cena e entra o primeiro vídeo. Na trilha, Marcha da quarta-feira de cinzas, composta por nada menos do que Carlinhos Lyra e Vinícius de Moraes. O trailer serve de enganche para a série seguinte:

Cidade que me seduz, onde todo o teatro já canta, bate palmas e dança nas poltronas dez inesquecíveis marchas, entre elas: A lua é dos namorados, Pastorinhas (de Noel Rosa e João de Barro), Vai com jeito, Alá-lá-ô e Tomara que chova.
Para fechar o primeiro ato, o tema é:
Padecer no paraíso, que reserva aos animados ouvintes sete  canções, entre as quais estão Daqui não saio, Seu condutor (de Alvarenga, Ranchinho e Herivelto Martins), e Vagalume.

Sobre o segundo – e melhor ainda – ato, eu conto num próximo post…

Clique aqui para ouvir as músicas do show