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O homem não se separa de quem ama!

14/05/2008

Rodrigo Alves de Oliveira existe, para tristeza de muitos e felicidade dele mesmo, há mais de 32 anos. Nasceu às 18:01h de um sábado, segundo ele “hora de se aprontar pra festa”, na cidade de “Guaíba, berço da Revolução Farroupilha”, como ele mesmo faz questão de falar. Aliás, o fato de nascer é emblemático para Rodrigo, que sempre diz ter sido uma das coisas mais importantes de sua vida. Afinal foi naquele 29 de novembro do ano de 1975, um dia depois da morte de Erico Veríssimo, exatamente às 18h02min que ele percebeu sua primeira grande paixão:

“Sniff, sniff, buá, buá, buá…” – informava ele, através do pranto.

Recém chegado ao mundo e sob pleno regime de ditadura militar no Brasil, não se achou imparcial o suficiente para ser capaz de julgar a tapa que levara do médico. Mas sentia que precisava informar a cada pai e mãe “grávidos” sobre o que se passaria na sala de parto quando seus rebentos rebentassem. Já notadamente influenciado por Mário Quintana e Chico Buarque, até hoje é seguidor de ambos.

Entretanto, na oportunidade etária tradicional de ingressar na faculdade, nosso protagonista estava apaixonado e sonhando com outras prioridades. Que, de preferência,  se equilibravam sobre longas pernas, delicados saltos altos e debaixo de cabelos longos. Resolvido, deixou para depois a paixão original, e convicto, entregou-se à esbórnia. Foi um período intenso, faceiro e de irrefutáveis memórias.

Logo depois, pessoalizou e individualizou sua paixão, transformando-a em amor e dedicando-se à monogamia (monogamia rima com monotonia, seria coincidência?). Mas quem diria, ferido por ela, a fera caiu. E estava difícil levantar. Para conseguir teve que buscar forças e ir ao encontro da sua verdadeira, primeira e sanguínea paixão.

Hoje, juntos desde março de 2005, consolidaram e vivem bem mais do que uma paixão. Transformaram aquele fogo, aquela atração, em verdadeiro amor. Amor sublime, sincero, verdadeiro, infindável como todo amor, e altruísta. Rodrigo não espera retorno, não quer se locupletar de seu amor. Tampouco acha que tem muito a oferecer, mas sabe que não quer – e nem pode – viver separado dela.

Rodrigo trabalha com eletrônica, numa operadora de telefonia celular. Talvez nunca venha a exercer a profissão que tanto ama. É possível que ela jamais desfrute do que ele teria para oferecer, mas eles vão assim, lado a lado num eterno amor, num namoro que jamais vai acabar. Estão, agora, de casamento marcado para o dia 9/jan/2009, quando ele se forma às 21:00h, no prédio 41 da PUC do Rio Grande do Sul, em Jornalismo.

Os frutos dessa união, senhoras e senhores, podem se consumar nas folhas do seu jornal, nos pixels de fotos, nos bits das telinhas ou nas maravilhosas e mágicas ondas do rádio. Ou pode ser que não, que esse casamento não receba as bênçãos do mercado de trabalho. Mas uma coisa é certa, entre esses dois, nunca mais vai haver separação!

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